Registros do sistema AIS mostram deslocamento do navio de bandeira de Singapura até o momento do impacto; quatro tripulantes pularam no mar antes da colisão.

Redação Publicado em 17/02/2026, às 15h13
Um navio porta-contêineres colidiu com duas balsas no Porto de Santos na noite de segunda-feira, após não conseguir atracar devido à falta de espaço, resultando em danos e a interrupção temporária das operações das balsas envolvidas.
No momento da colisão, quatro tripulantes da balsa FB-15 pularam no mar e foram resgatados sem ferimentos, enquanto a balsa FB-14 estava fora de operação e sendo rebocada para Guarujá.
As balsas permanecem atracadas em Santos aguardando avaliação da Capitania dos Portos, enquanto a Autoridade Portuária de Santos investiga as circunstâncias do acidente e a travessia continua com outras embarcações.
Um mapa via satélite revelou o trajeto do navio porta-contêineres Seaspan Empire até a colisão com duas balsas que operam na travessia entre Santos e Guarujá, na noite de segunda-feira (16), no Porto de Santos.
As imagens de rastreamento, obtidas por meio da plataforma MarineTraffic, mostram que o cargueiro entrou no canal do porto, mas não conseguiu atracar por falta de leito disponível. Na sequência, iniciou manobra de saída em direção à área de fundeio (local de espera), quando acabou atingindo as balsas FB-15 e FB-14 — esta última estava fora de operação.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), a FB-15 rebocava a FB-14 em direção ao lado de Guarujá no momento da batida. O impacto ocorreu por volta das 21h30.
Momentos antes da colisão, quatro tripulantes que estavam na FB-15 pularam no mar. De acordo com a Semil e com a Praticagem de São Paulo, o comandante e três marinheiros nadaram até o cais e foram resgatados sem ferimentos. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no salvamento, jogando boias e coletes.
A Semil informou que as balsas permanecem atracadas no lado de Santos, fora de operação, aguardando avaliação da Capitania dos Portos de São Paulo. A travessia segue funcionando com as demais embarcações da frota.
A Autoridade Portuária de Santos também foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.
Como funciona o mapa via satélite?
Plataformas como o MarineTraffic utilizam o AIS (Sistema de Identificação Automática), tecnologia que transmite dados de posição, velocidade e rota das embarcações. Não se trata de imagem em tempo real, mas de registros de navegação que permitem reconstruir o deslocamento do navio.
As causas da colisão ainda serão investigadas pelas autoridades marítimas.
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