Falta de habilitação e desrespeito às regras de navegação foram as infrações mais comuns durante a fiscalização aquaviária

Redação Publicado em 16/03/2026, às 13h22
A Marinha do Brasil encerrou nesta semana a Operação Navegue Seguro, que movimentou a fiscalização em rios, represas e no litoral de São Paulo nos últimos meses. Entre o final de 2025 e o início de março de 2026, os agentes abordaram 4.757 embarcações para conferir se tudo estava em ordem. O balanço final, divulgado pela Capitania dos Portos, mostra que muita gente ainda se arrisca na água: 539 barcos foram notificados por problemas e 108 acabaram apreendidos por infrações graves.
A força-tarefa não ficou restrita apenas às praias. Os militares percorreram 151 cidades paulistas, focando em locais com grande movimento de navegadores e pontos onde houve denúncias. Ao todo, 205 militares foram para as ruas e águas, contando com o apoio de 13 embarcações e nove viaturas para garantir que as leis de trânsito aquaviário fossem respeitadas durante o período de férias e feriados.
As infrações mais comuns e o "bafômetro" náutico
O que mais chamou a atenção da Marinha foi o descaso com a documentação. Cerca de 40% das multas aplicadas foram para pessoas que estavam pilotando barcos ou motos aquáticas sem possuir a habilitação necessária. Outros 20% das ocorrências envolveram o desrespeito direto às regras de navegação, como parar o barco em locais proibidos ou navegar perigosamente perto da areia, a lei exige uma distância mínima de 200 metros da faixa de praia para proteger os banhistas.
Além de checar os papéis e os itens de segurança, a Marinha também apertou o cerco contra a mistura de álcool e navegação. Durante a operação, foram feitos 57 testes de alcoolemia (o bafômetro dos mares). A fiscalização buscou conscientizar os donos de embarcações que a segurança na água depende tanto da manutenção do motor quanto do comportamento responsável de quem está no comando.
Números da operação em SP
Com o fim da operação especial de verão, a Capitania dos Portos reforça que o policiamento continua em ritmo de rotina, mas alerta que a atenção deve ser constante. Pilotar sem licença ou perto de banhistas coloca vidas em risco e pode gerar a perda definitiva da embarcação.
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