A Polícia Federal assumiu a investigação após a morte de um marinheiro, com um colega preso sob suspeita de envolvimento no crime

Redação Publicado em 17/06/2026, às 13h39
Um crime misterioso chocou as equipes que trabalhavam na Ilha Barnabé, uma das áreas operacionais do Porto de Santos, no fim da tarde desta terça-feira (16). O navio cargueiro Horizon Emmanuel, que veio da África do Sul, virou palco de uma tragédia após um marinheiro de nacionalidade filipina ser encontrado morto dentro da embarcação. As polícias e a Guarda Portuária foram chamadas às pressas para isolar a área assim que o caso foi descoberto, por volta das 17h.
A vítima foi identificada oficialmente pela Autoridade Portuária de Santos (APS) como Gamisa Gajudo. O impacto ou os ferimentos foram tão graves que os médicos socorristas que subiram a bordo não puderam fazer nada, constatando o óbito do trabalhador no próprio local. O clima de tensão aumentou ainda mais quando a Guarda Portuária agiu rápido e prendeu um colega de trabalho da vítima, também filipino, chamado Cabello Gallano, que foi levado sob custódia para a Polícia Federal.
Briga interna e investigação federal
A principal linha de investigação aponta que uma confusão interna entre os marinheiros teria saído do controle. Em nota oficial divulgada para a imprensa, a APS confirmou que existe uma forte suspeita de que a morte tenha sido provocada por uma agressão física violenta durante o expediente de trabalho na embarcação.
Por se tratar de um navio estrangeiro em águas brasileiras, a Polícia Federal assumiu o caso imediatamente. Peritos criminais federais passaram horas dentro do Horizon Emmanuel colhendo impressões digitais, analisando o local da briga e colhendo depoimentos de outras testemunhas para tentar montar o quebra-cabeça do que motivou o crime.
Navio liberado após perícia
A embarcação carrega a bandeira das Ilhas Marshall e tinha aportado no cais santista na última segunda-feira (15), vinda de uma longa viagem do porto de Durban, na África do Sul.
Assim que os agentes federais terminaram de recolher todas as provas necessárias no convés e nos camarotes, o navio foi liberado pelas autoridades para voltar a movimentar suas cargas normalmente. O Horizon Emmanuel deve seguir viagem nos próximos dias com destino ao porto de Terneuzen, na Holanda, enquanto o suspeito do crime permanece preso no Brasil aguardando o julgamento.
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