As autoridades estão analisando imagens de câmeras de segurança para identificar o responsável pelo ataque à cadela

Gabriella Souza Publicado em 30/01/2026, às 08h27
A rotina de chegada ao trabalho dos agentes da Guarda Costeira de Praia Grande foi quebrada de forma triste e assustadora na manhã da última quinta-feira (29). Quem passava pelo posto localizado na praia do bairro Canto do Forte, acostumado a ver a alegria de uma vira-lata "caramelo" que adotou o local como lar, se deparou com uma cena de violência. A cadela, considerada uma mascote pela equipe e cuidada por todos, não apareceu para fazer sua tradicional recepção aos guardas no início do expediente.
A ausência do animal logo despertou a preocupação da equipe que assumia o serviço. Ao olharem com mais atenção para a área externa da base, os agentes notaram manchas de sangue espalhadas pelo chão, próximo à estrutura. O sinal de alerta foi ligado imediatamente e os guardas iniciaram uma busca rápida pelo perímetro para entender o que havia acontecido com a amiga de quatro patas.
O resgate e a cirurgia
Não demorou muito para que o pior fosse confirmado. A cadela foi encontrada encolhida e escondida embaixo de um contêiner utilizado para armazenar equipamentos da corporação. Ela estava bastante ensanguentada e com ferimentos visíveis, indicando que havia sido vítima de um ataque brutal. Segundo a administração municipal, o animal apresentava diversos cortes profundos provocados por faca.
Diante da gravidade da situação, a prioridade virou salvar a vida da mascote. A equipe da Guarda acionou rapidamente a Divisão de Controle de População Animal. Os profissionais prestaram os primeiros socorros ainda no local para estabilizar a vira-lata e, em seguida, a transferiram para uma clínica veterinária particular que possui convênio com a prefeitura. Devido às lesões, ela precisou passar por uma cirurgia na tarde do mesmo dia e segue em recuperação.
Caçada ao agressor
Enquanto a equipe veterinária cuida da saúde da cadela, as autoridades tentam descobrir quem foi o responsável por tamanha covardia. Até o momento, o autor do crime não foi identificado. Para tentar chegar ao culpado, o Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) está fazendo um pente-fino nas imagens das câmeras de monitoramento da orla. A esperança é que a tecnologia tenha registrado o momento do ataque ou a fuga do criminoso.
O caso foi registrado internamente pela Guarda Civil Municipal (GCM) e a ocorrência deve ser enviada para a Polícia Civil e para o Ministério Público, para que o agressor responda legalmente por maus-tratos. A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informou que, até o fechamento desta matéria, o registro oficial ainda não havia entrado no sistema estadual, mas as apurações locais continuam firmes para fazer justiça pela mascote do Canto do Forte.
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