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Maus-tratos em Praia Grande: mulher filma ataque a pauladas e protetor resgata animal

Animal apresentava dores fortes e foi levado para atendimento veterinário

A agressão ocorreu em frente a uma escola, onde testemunhas tentaram intervir, mas a mulher ignorou a presença delas. - Imagem: Reprodução/ Redes Sociais
A agressão ocorreu em frente a uma escola, onde testemunhas tentaram intervir, mas a mulher ignorou a presença delas. - Imagem: Reprodução/ Redes Sociais

Redação Publicado em 15/04/2026, às 09h50


Uma cena de crueldade contra um animal chocou os moradores do bairro Balneário Esmeralda, em Praia Grande, nesta quarta-feira (15). Uma mulher foi filmada desferindo pauladas em uma cachorra em plena via pública, exatamente em frente à Escola Municipal Rubens Lara. As imagens, que circularam rapidamente pelas redes sociais, mostra inclusive uma segunda mulher tentando intervir e impedir a continuidade dos ataques.

A cadela, uma fêmea chamada Branquinha, foi resgatada após a repercussão do caso. Um protetor de animais da região foi até a residência da agressora para garantir a segurança do animal. A mulher não ofereceu resistência e entregou a cachorra, justificando que o animal pertencia à sua neta e que estaria "dando muito trabalho".

Estado de saúde e atendimento

Logo após o resgate, Branquinha foi levada para uma clínica veterinária. Na avaliação médica, foi constatado que o animal sentia dores fortes devido às pancadas, além de apresentar uma grande quantidade de carrapatos. Após receber a medicação necessária e passar por exames básicos, a cadela foi liberada para um lar temporário, onde deve permanecer até que uma adoção responsável seja viabilizada.

De acordo com relatos colhidos no local, a agressão teria sido motivada pelo fato de a cachorra ter seguido a mulher até a rua e começado a comer lixo do chão. Irritada com a situação, a tutora teria buscado um pedaço de madeira para golpear o animal em via pública, ignorando a presença de testemunhas e o ambiente escolar ao redor.

Investigação e penalidades

O caso foi registrado eletronicamente como crime de maus-tratos a animais. A Polícia Civil deve investigar a ocorrência e, caso seja condenada, a agressora pode enfrentar penas severas. Vale lembrar que, desde 2020, a Lei Sansão endureceu a punição para quem maltrata cães e gatos no Brasil, prevendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda.

Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades reforçam que denúncias de maus-tratos são fundamentais para o resgate de animais em situação de risco. Branquinha agora segue sob os cuidados de protetores, longe do ambiente de violência onde vivia.