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Médicos alertam para evolução rápida da bronquiolite em bebês na Baixada Santista

Sintomas em crianças de até dois anos podem evoluir em três dias; clima frio e baixa vacinação na região agravam cenário

Cidades como São Vicente e Santos mantêm rede estável, enquanto Cubatão aplica anticorpos em prematuros para conter surtos - Imagem: Reprodução / Ilustrativa
Cidades como São Vicente e Santos mantêm rede estável, enquanto Cubatão aplica anticorpos em prematuros para conter surtos - Imagem: Reprodução / Ilustrativa

Redação Publicado em 26/05/2026, às 09h37


A chegada do frio e da umidade na Baixada Santista causou um aumento expressivo nos diagnósticos de bronquiolite infantil em crianças de até dois anos. Transmitida principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelo Rinovírus, a doença é perigosa porque pode evoluir de sintomas de um resfriado comum para um quadro de insuficiência respiratória grave em apenas três dias.

Evolução dos sintomas

A doença avança em etapas rápidas, exigindo atenção redobrada dos pais logo nos primeiros dias. O quadro começa com o surgimento de coriza, tosse discreta e febre baixa. Em seguida, manifesta-se uma febre mais alta acompanhada de alterações comportamentais nítidas, como irritabilidade intensa, choro persistente ou letargia, que se caracteriza por sonolência excessiva. Por fim, ocorre o agravamento respiratório com dificuldade severa para respirar e cansaço visível, indicando a necessidade de socorro médico imediato.

O reflexo do aumento de casos varia entre os municípios da região. Em Mongaguá, as internações pediátricas por problemas respiratórios triplicaram, saltando de 7 para 24 casos entre março e abril. Em Cubatão, as crianças de até dois anos responderam por 61% das notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ao longo do mês de maio. Por outro lado, as cidades de Santos e São Vicente informaram que suas redes hospitalares e leitos pediátricos seguem operando dentro da normalidade, sem registrar picos de internação ou superlotação.

A infectologista pediátrica Carolina Brittes alerta que a proteção dos bebês depende da imunização da criança e também de toda a rede de apoio familiar. No entanto, os índices vacinais na região estão alarmantes, já que a cobertura contra a gripe atinge apenas 20,50% em Cubatão e cai para 13,19% em Mongaguá. A situação também é complexa em Bertioga, que registra baixas coberturas em vacinas de rotina como a Meningo C, com 69,92%, e a Varicela, com 73,31%, além de atingir apenas 20% de aplicação da terceira dose contra a Covid-19 em menores de um ano.

Prevenção nos Municípios

Para conter o avanço epidemiológico durante o inverno, as prefeituras adotam diferentes frentes de ação. São Vicente realiza vacinação itinerante inclusive aos sábados no Brisamar Shopping, enquanto Itanhaém e Bertioga concentram as doses em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) para facilitar o acesso.

Em Cubatão, a estratégia inclui a aplicação de anticorpos monoclonais direcionados a recém-nascidos prematuros. Além das vacinas, os especialistas reforçam cuidados básicos diários como a higienização frequente das mãos, a limpeza constante de objetos e a importância de evitar expor crianças pequenas a locais fechados ou com aglomerações.