Magistrados da Primeira Turma apontam riscos de desinformação nas redes e sugerem revisar decisão de 2009 que derrubou o diploma obrigatório

Redação Publicado em 19/08/2026, às 13h20
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas ao uso indevido das garantias constitucionais de liberdade de imprensa e defendeu que o tribunal reavalie a obrigatoriedade do diploma de ensino superior para o exercício da profissão de jornalista.
A manifestação ocorreu durante sessão da Primeira Turma da Corte, em meio à análise de uma ação sobre direito de resposta, e contou com a concordância do ministro Flávio Dino, que sugeriu rever o entendimento firmado pelo STF em 2009 que derrubou a exigência da formação acadêmica e do registro profissional.
Moraes argumentou que a liberdade de expressão não pode servir de escudo para práticas criminosas ou ataques deliberados contra terceiros na internet. O magistrado defendeu a criação de critérios técnicos claros com regras de transição para assegurar a atuação de quem já trabalha na área, comparando a situação à histórica superação dos rábulas na advocacia.
Segundo o ministro, a falta de regulação favorece a disseminação de notícias falsas e abre espaço para que grupos ilegais utilizem perfis digitais para criar narrativas de desinformação sob o pretexto de atividade jornalística.
Responsabilidade editorial e uso de redes sociais
Durante o debate, Moraes ressaltou que a Constituição estabelece o binômio "liberdade com responsabilidade" e criticou veículos que hesitam em reparar equívocos editoriais graves, citando como exemplo histórico o caso da Escola Base, em São Paulo. O ministro pontuou que órgãos de comunicação sérios devem liderar o compromisso com a verdade e com a retificação pública quando houver prejuízo a pessoas inocentes.
O ministro Flávio Dino, que iniciou a discussão, alertou para o risco de organizações criminosas instrumentalizarem produtores de conteúdo digital caso as garantias institucionais da imprensa sejam estendidas indiscriminadamente a qualquer autor de blog ou canal de rede social. A manifestação de ambos os ministros ocorre em meio a repercussões recentes sobre a quebra de sigilo de fonte no âmbito de investigações policiais envolvendo comunicadores digitais.
Leia também

Porteiro sofre tentativa de homicídio a facadas dentro de guarita no bairro Gonzaguinha, em São Vicente

Santos define programação com viagem ao Paraguai e confronto contra o Bragantino na Vila

Foragido suspeito de integrar liderança do PCC é preso pela PM em Itanhaém

Neymar atrai fãs ao votar em Santos e brinca sobre movimento na seção eleitoral

Eduarda Campopiano, eleita deputada mais votada de SP, já publicou vídeo sobre mulheres trans

Neymar atrai fãs ao votar em Santos e brinca sobre movimento na seção eleitoral

Moradora de Peruíbe paga R$ 6,3 mil por iPhone e recebe biscoitos em encomenda

Homem é detido por desacato, ameaça e resistência após confusão em colégio eleitoral no Guarujá

Eduarda Campopiano, eleita deputada mais votada de SP, já publicou vídeo sobre mulheres trans

Pedido de emprego expõe ataques transfóbicos contra artista de Santos nas redes sociais