Vítima de 42 anos chegou a ser entubada em estado gravíssimo no Hospital Santo Amaro

Redação Publicado em 28/04/2026, às 08h27
O que começou como um desentendimento cotidiano entre vizinhos terminou em uma perda irreparável na tarde desta segunda-feira (27), em Guarujá. Sabrina da Silva, de 42 anos, morreu após ser atingida por disparos de arma de fogo na região da cabeça. O crime, motivado por uma discussão fútil envolvendo o uso de uma mangueira d’água, chocou os moradores do bairro Vila Zilda pela brutalidade e desproporcionalidade da reação do agressor.
O caso
De acordo com os registros da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência na Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa, uma das vias mais movimentadas de acesso à região. No local, testemunhas relataram que Sabrina se envolveu em uma discussão ríspida com seu vizinho, identificado como Francisco de Assis Lopes, de 65 anos.
O motivo da briga teria sido o posicionamento ou o uso de uma mangueira. No ápice do bate-boca, o idoso sacou uma arma de fogo e efetuou quatro disparos contra a vítima. Sabrina foi atingida diretamente na cabeça, caindo desacordada no local. Imediatamente após o ataque, o autor dos disparos fugiu, aproveitando-se do tumulto gerado pela cena violenta, e seu paradeiro permanece desconhecido.
Atendimento médico e óbito
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram enviadas com rapidez ao local para prestar os primeiros socorros. A vítima foi estabilizada e levada inicialmente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a gravidade extrema do ferimento exigiu sua transferência imediata para o Hospital Santo Amaro (HSA), referência em casos de alta complexidade na Baixada Santista.
Ao dar entrada na unidade hospitalar, Sabrina já estava entubada e em estado gravíssimo. A equipe de neurologia do hospital chegou a realizar exames de tomografia computadorizada para avaliar a extensão dos danos cerebrais e a viabilidade de um procedimento cirúrgico de emergência. No entanto, apesar de todos os esforços da equipe médica, a mulher não resistiu à gravidade das lesões e teve sua morte confirmada no final da tarde desta segunda-feira.
Investigação e busca pelo autor
O caso foi oficialmente registrado como homicídio na 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Guarujá. A área onde os disparos ocorreram foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia técnica, que buscou recolher cápsulas e outras evidências que possam auxiliar na conclusão do inquérito policial.
Até o momento, Francisco de Assis Lopes segue foragido. A Polícia Civil informou que diligências contínuas estão sendo realizadas em diversos pontos da cidade visando a localização e a prisão do autor. O crime, agora tipificado como homicídio consumado, gerou uma onda de consternação na comunidade da Vila Zilda, evidenciando os riscos fatais de conflitos de vizinhança que escalam para a violência armada.
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