Falecimento

Morre Rob Dieperink, árbitro cortado do VAR da Copa do Mundo após polêmica em Londres

Juiz havia sido retirado pela Fifa da lista de profissionais escalados para atuar no VAR da Copa do Mundo de 2026

Foto: Divulgação/KNVB
Foto: Divulgação/KNVB

Redação Publicado em 13/07/2026, às 18h14


O árbitro holandês Rob Dieperink morreu aos 38 anos de idade. O falecimento foi confirmado oficialmente nesta segunda-feira (13) pela Federação Real Neerlandesa de Futebol (KNVB), que lamentou a perda por meio de uma publicação em suas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela entidade ou por familiares do profissional.

"Com a perda de Rob, despedimo-nos de um árbitro muito respeitado, mas, acima de tudo, de um colega querido, atencioso e presente", manifestou a KNVB em nota oficial, prestando também solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de trabalho do juiz.

Afastamento da Copa do Mundo e investigação policial

A trajetória recente de Dieperink havia sido marcada por uma polêmica extra-campo de repercussão internacional. Em maio deste ano, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) tomou a decisão de retirá-lo da lista de árbitros selecionados para atuar na cabine do VAR (árbitro de vídeo) durante a Copa do Mundo de 2026.

A desclassificação ocorreu logo após o profissional ter sido preso em Londres, na Inglaterra, sob a suspeita de abuso sexual contra um adolescente. O episódio gerou grande desgaste institucional e o consequente corte da escala do principal torneio de seleções do planeta.

Caso encerrado pela polícia de Londres

Na época do escândalo, em posicionamento enviado ao jornal norte-americano The Athletic, braço esportivo do The New York Times, Rob Dieperink declarou publicamente que a polícia da capital inglesa já havia encerrado o caso sem o indiciamento formal.

A versão do árbitro foi chancelada na mesma ocasião por um porta-voz da própria corporação policial de Londres, que confirmou ao veículo de imprensa que o conjunto de provas colhido durante as averiguações preliminares não atingiu o patamar jurídico necessário para sustentar uma denúncia formal, resultando no arquivamento do caso e na garantia de que nenhuma outra medida legal seria tomada contra o holandês.