Violência no trânsito

Mortes de motociclistas aumentam 17,9% na Baixada Santista no primeiro semestre de 2026

Região registrou 139 mortes no trânsito entre janeiro e junho, alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025; Guarujá e Mongaguá tiveram os maiores aumentos

Motociclistas representam a maior parcela das vítimas fatais em acidentes de trânsito registrados na Baixada Santista no primeiro semestre de 2026 - Imagem: Reprodução/CCI Artesp
Motociclistas representam a maior parcela das vítimas fatais em acidentes de trânsito registrados na Baixada Santista no primeiro semestre de 2026 - Imagem: Reprodução/CCI Artesp

Redação Publicado em 18/07/2026, às 15h37


O número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito na Baixada Santista aumentou 17,9% no primeiro semestre de 2026, totalizando 66 mortes, o que contribuiu para um aumento geral de 2,2% nas fatalidades no trânsito na região.

Os motociclistas foram as principais vítimas, seguidos por pedestres e ocupantes de automóveis, enquanto as mortes de ciclistas caíram 22,2%. Mongaguá e Guarujá apresentaram os maiores aumentos percentuais nas fatalidades.

Cidades como Itanhaém, Peruíbe e Cubatão registraram quedas nas mortes, com Itanhaém apresentando a maior redução percentual. Em junho de 2026, a Baixada Santista teve 20 mortes, um a mais que no mesmo mês do ano anterior, com variações significativas entre os municípios.

O número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 17,9% na Baixada Santista durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, 66 pessoas que estavam em motocicletas morreram em ocorrências registradas nas nove cidades da região. No total, foram contabilizadas 139 mortes no trânsito, 2,2% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Infosiga, plataforma do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

Os motociclistas representaram o maior número de vítimas no levantamento. Em seguida aparecem os pedestres, com 38 mortes, alta de 2,7%, e os ocupantes de automóveis, com 13 registros, aumento de 18,2%. Entre os ciclistas, houve queda de 22,2%, com 21 mortes no semestre.

Guarujá e Mongaguá têm maiores altas

O maior crescimento proporcional no número total de mortes ocorreu em Mongaguá. A cidade passou de cinco vítimas no primeiro semestre de 2025 para 11 neste ano, aumento de 120%. Em Guarujá, os registros subiram de 15 para 25 mortes, alta de 66,7%. Bertioga também apresentou aumento de 100%, passando de quatro para oito vítimas. Na comparação entre os municípios, Praia Grande concentrou o maior número absoluto de mortes no período, com 27 registros. Guarujá aparece em seguida, com 25, e Santos teve 19 vítimas.

Três cidades registram queda

Itanhaém apresentou a maior redução percentual no semestre. As mortes caíram de 13 para oito, uma diminuição de 38,5%. Peruíbe passou de 13 para dez vítimas, queda de 23,1%. Em Cubatão, os registros diminuíram de 17 para 14 mortes, redução de 17,6%. Também houve queda em Praia Grande, que passou de 29 para 27 mortes, e em Santos, com redução de 20 para 19 vítimas. São Vicente caiu de 20 para 17 mortes no período.

Junho 

Considerando apenas o mês de junho, a Baixada Santista registrou 20 mortes no trânsito em 2026, uma a mais do que no mesmo mês do ano passado. São Vicente teve o maior aumento proporcional, passando de uma para quatro vítimas. Em Cubatão, os registros subiram de um para três. Na direção oposta, Praia Grande reduziu as mortes de quatro para duas. Santos passou de cinco para três vítimas. Peruíbe não registrou mortes no trânsito em junho de 2026, contra uma no mesmo mês de 2025.