Justiça

Motorista acusado de dirigir bêbado e causar morte de nutricionista vira réu em Guarujá

Murilo Rabello Abite, de 26 anos, responderá por homicídio e lesão corporal culposos após acidente que matou Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, em julho

Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o carro em que estava bater contra um poste na Avenida Leomil, em Guarujá, no dia 18 de julho - Imagem: Reprodução e Redes sociais
Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o carro em que estava bater contra um poste na Avenida Leomil, em Guarujá, no dia 18 de julho - Imagem: Reprodução e Redes sociais

Redação Publicado em 17/08/2026, às 16h32


O empresário Murilo Rabello Abite foi tornado réu por dirigir embriagado e causar um acidente que resultou na morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth em julho, com a Justiça recebendo a denúncia do Ministério Público.

O MP alega que a embriaguez de Murilo e a falta de uso de cinto de segurança por passageiros contribuíram para o acidente, pedindo sua condenação e indenizações superiores a R$ 100 mil.

O juiz André Rossi determinou a citação de Murilo para apresentar defesa e solicitou a coleta de documentos médicos e laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do acidente, que segue para a fase de produção de provas.

A Justiça de Guarujá tornou réu o empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, acusado de dirigir sob efeito de álcool e provocar o acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, em julho. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida pelo juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal, no sábado (15).

O acidente ocorreu em 18 de julho, no bairro Pitangueiras. O carro conduzido por Murilo bateu contra um poste. Daniella estava entre os oito passageiros do veículo e morreu em decorrência dos ferimentos. Outra ocupante ficou ferida.

O empresário responde em liberdade por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Com o recebimento da denúncia, a Justiça determinou que ele seja citado e apresente defesa por escrito no prazo de dez dias.

Ministério Público aponta embriaguez e falta de cinto

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que Murilo dirigia com a capacidade psicomotora comprometida pelo consumo de álcool. Para a acusação, a combinação entre a embriaguez e a condução do veículo contribuiu para o acidente. O MP também apontou como circunstância de imprudência o fato de passageiros que estavam no banco traseiro não utilizarem o cinto de segurança.

A Promotoria pediu a condenação do empresário pelos crimes atribuídos a ele e o pagamento de mais de R$ 100 mil em indenizações relacionadas ao caso.

Motorista disse ter perdido o controle após passar por buraco

Em depoimento à polícia, Murilo afirmou que havia consumido aproximadamente duas cervejas durante uma festa realizada em Santos. Segundo o relato, ele permaneceu no local por algumas horas antes de iniciar o trajeto de volta para Guarujá.

O empresário disse ainda que Daniella era sua amiga e havia solicitado uma carona. Segundo a versão apresentada por ele, o acidente aconteceu quando o veículo passou por um buraco na Avenida Leomil, fazendo com que perdesse o controle da direção. Murilo declarou que não se lembrava do que ocorreu depois do momento do acidente.

A investigação policial também identificou que havia outras pessoas no veículo além das que inicialmente procuraram a delegacia. Três passageiros que deixaram o local após a colisão compareceram posteriormente para prestar depoimento acompanhados de advogado. Eles foram ouvidos como testemunhas e, segundo as informações apresentadas no processo, não são investigados pelo acidente.

Ao receber a denúncia, o juiz André Rossi determinou novas providências para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Entre elas está a obtenção de documentos e prontuários médicos referentes à passageira que ficou ferida. O magistrado também solicitou que sejam concluídos os laudos periciais do local do acidente e o exame necroscópico, sob responsabilidade da Polícia Científica.

Segundo o relatório médico, Daniella sofreu traumatismo cranioencefálico grave e choque hemorrágico. A morte foi confirmada após o atendimento médico. O processo seguirá agora para a fase de apresentação da defesa e produção das demais provas previstas na ação penal.