João Pedro Donatone foi posto em liberdade após pagar fiança
Maria Clara Campanini Publicado em 01/11/2024, às 13h03
Um acidente trágico ocorrido em Santos, no litoral de São Paulo, resultou na morte do jovem motociclista Caetano Ribeiro Aurungo, de 21 anos. O incidente aconteceu quando João Pedro Donatone, de 19 anos, avançou um sinal vermelho e colidiu com a moto de Caetano, conforme registros da Polícia Civil. Em depoimento prestado ao 3º Distrito Policial, Donatone afirmou ter contribuído com as investigações e encontra-se em liberdade após o pagamento de fiança.
O acidente ocorreu na madrugada do dia 19 de outubro, no cruzamento das ruas Álvaro Alvim e Conselheiro Lafayette, no bairro Embaré. Enquanto Caetano não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, Donatone saiu ileso. Um exame clínico realizado no Instituto Médico Legal não detectou embriaguez no condutor, embora houvesse sinais de ingestão de álcool. Apesar disso, ele foi liberado após audiência de custódia.
Inicialmente classificado como homicídio culposo, o caso passou a ser investigado sob a suspeita de dolo eventual após a análise das imagens que mostram o veículo desrespeitando o semáforo vermelho. A delegada responsável pelo caso acredita que João Pedro permanecerá em liberdade devido à sua cooperação com as investigações e à ausência de antecedentes criminais.
No depoimento, Donatone alegou ter consumido apenas uma pequena quantidade de uísque antes do acidente. Ele relatou ter frequentado uma casa noturna e um quiosque antes de retornar para casa, momento em que ocorreu a colisão fatal. O motorista justificou que acelerou ao ver o cruzamento vazio, mas não conseguiu evitar o impacto com a motocicleta que se aproximava.
Imagens capturadas por câmeras de segurança da região confirmaram que o sinal estava fechado para o veículo conduzido por João Pedro. Em razão disso, a Polícia Civil alterou a tipificação do crime para homicídio qualificado por dolo eventual. As imagens mostram claramente o carro avançando no semáforo vermelho e atingindo a vítima sem dar chance de defesa.
A Justiça determinou que João Pedro compareça regularmente às audiências e proibiu-o de dirigir por seis meses. A defesa do motorista argumenta que não houve atropelamento, mas sim uma colisão lateral entre os veículos.
A família de Caetano busca justiça pela morte do jovem. Sua avó, Vanda Freire Aurungo, declarou seu compromisso em acompanhar o processo legal até seu desfecho. Caetano era estudante de Engenharia da Computação e vivia com seus avós paternos e dois irmãos mais novos desde pequeno. Recentemente abalada pela perda do filho e agora do neto em um curto período, Vanda recorda Caetano como um jovem tranquilo e dedicado aos estudos.
A investigação segue em curso sob sigilo judicial enquanto as autoridades trabalham para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
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