Acidente ocorreu após um festival, quando o carro tombou e afundou em um canal, levando três jovens à morte

Gabriel Nubile Publicado em 11/11/2025, às 08h48
O relato da única sobrevivente da tragédia em São Vicente, uma cabeleireira de 22 anos, ajuda a entender o que aconteceu. Ela contou à polícia que o motorista do carro apresentava sinais de embriaguez e dirigia em alta velocidade. O veículo acabou caindo em um canal, e a jovem só conseguiu se salvar porque escapou por uma abertura enquanto o carro afundava na água.
A jovem estava de carona em um carro de luxo na manhã de domingo (09), após sair de um festival em uma casa noturna da região. Além dela e do motorista, outras três mulheres estavam no veículo, mas não tiveram a mesma sorte: Geovana Ramos Reis, de 26 anos, Vitória Gomes Maximino da Silva, de 22, e Bianka de Braz Feitoza Pinto, de 25, morreram no acidente.

O acidente aconteceu por volta das 7h, na alça de acesso da Rodovia dos Imigrantes para a Avenida Capitão Luiz Pimenta. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista perdeu o controle do carro na curva, passou direto, atravessou um córrego e bateu com força em uma árvore. O veículo tombou e ficou submerso no canal.
O motorista foi identificado como Ruy Barboza Neto, um empresário de 26 anos, casado e pai de dois filhos. Ele foi preso em flagrante. A Polícia Militar Rodoviária informou que Ruy se recusou a fazer o teste do bafômetro no local, mas foi levado ao IML, onde um exame clínico confirmou que ele estava dirigindo embriagado.
Justiça mantém motorista preso
Ruy passou a noite de domingo detido no 1º Distrito Policial de São Vicente. Na segunda-feira (10), ele passou por uma audiência de custódia, e a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante para preventiva. Isso significa que ele vai continuar preso e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de São Vicente.
A polícia o acusou de homicídio com dolo eventual. Esse termo é usado quando a pessoa, mesmo sem ter a intenção exata de matar, assume o risco de que isso aconteça. No caso dele, ao dirigir embriagado e em alta velocidade (segundo a testemunha), ele sabia do risco de causar mortes.
O advogado de Ruy, Felipe Pires de Campos, afirmou que seu cliente estava apenas dando uma carona para as moças a pedido de uma delas, que era sua "prima de consideração" (Geovana, que faleceu). A defesa informou que vai entrar com um pedido de habeas corpus para tentar soltá-lo.
O carro, que havia sido comprado recentemente e ainda estava sendo pago, ficou completamente destruído. Imagens feitas após a remoção do veículo mostraram um cenário triste, com rosas vermelhas e um bicho de pelúcia do personagem Stitch espalhados pelos bancos, lembrando os momentos de festa que antecederam a tragédia.
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