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Mourão define Cubatão como chave para empregabilidade: "É a que mais respostas pode dar"

Prefeito de Praia Grande ressalta que a infraestrutura de Cubatão aproveita pouco oportunidades de emprego na região

O prefeito quer gestão ativa do Estado para o uso do parque industrial - Foto: Rádio CBN Santos
O prefeito quer gestão ativa do Estado para o uso do parque industrial - Foto: Rádio CBN Santos

Gabriella Souza Publicado em 13/01/2026, às 12h39


Em entrevista exclusiva à Rádio CBN Santos, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, apresentou uma análise sobre o desenvolvimento econômico da Baixada Santista. Fugindo do óbvio e citando outras alternativas na região, Mourão apontou que a solução imediata para a crise de empregos não está necessariamente em sua própria cidade, mas no fortalecimento do polo industrial ao lado.

Poder de Cubatão

Para o prefeito, a cidade de Cubatão tem nas mãos a chave para uma retomada econômica em toda a região. Mourão foi incisivo ao comentar ao final de sua entrevista que o município possui uma infraestrutura não é utilizada da melhor forma e que precisa de atenção urgente das áreas superiores de governo.

Mourão ressaltou que a produção e reultados do complexo industrial de Cubatão está longe de seu ápice, o que pode representar uma oportunidade desperdiçada para os trabalhadores locais e das cidades ao redor, em relação à taxa de alta de desemprego que cerca a Baixada.


Cubatão é a que mais respostas pode dar na geração de empregos. As pessoas de Praia Grande podem ficar irritadas comigo, mas, imediatamente, é Cubatão que tem um parque industrial, um complexo, e que hoje está usando apenas 20% daquilo"

Responsabilidade federal e estadual

Mourão também trouxe para a entrevista a questão da titularidade das terras e a responsabilidade do setor público. Segundo ele, a utilização desse parque industrial passa e necessita de uma gestão mais ativa do Estado e do Governo Federal, visto que a maior parte da área pertence ao patrimônio público.

Então, ali é o local que já está impactado e que o Estado e o Governo Federal precisam agir porque é um patrimônio público que mais de 60% daquilo pertencem à União"

Concluiu Mourão, reforçando que o destravamento dessas áreas é fundamental para o futuro econômico do litoral paulista.

Veja a entrevista completa na íntegra: