Polícia apreende ampolas de tirzepatida e encontra mensagens que indicam rede informal de comércio ilegal do medicamento

Redação Publicado em 16/02/2026, às 16h39
Uma mulher foi indiciada por vender clandestinamente tirzepatida, o princípio ativo do medicamento Mounjaro, em um hospital em Santos, após uma investigação da Polícia Civil que resultou em mandados de busca e apreensão.
Durante a operação, foram encontradas ampolas do medicamento sendo comercializadas sem prescrição médica, e mensagens de WhatsApp indicaram uma rede informal de distribuição, sugerindo um fluxo contínuo de vendas.
A Polícia Civil continua a investigação para identificar outros envolvidos e a extensão da rede de fornecimento, destacando os riscos à saúde pública associados à venda irregular de medicamentos.
Uma mulher foi indiciada pela Polícia Civil por comércio clandestino de medicamentos após investigação apontar a venda irregular de tirzepatida — princípio ativo do remédio conhecido como Mounjaro — dentro de um hospital em Santos, no litoral paulista.
O indiciamento ocorreu na última quarta-feira (11), mas a operação policial foi deflagrada em 2 de dezembro de 2025, quando mandados de busca e apreensão foram cumpridos após denúncia recebida pelo 2º Distrito Policial de Santos.
A 7ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) de Santos autorizou as diligências nos endereços das investigadas e na unidade hospitalar localizada no bairro Campo Grande. Durante a ação, os agentes apreenderam ampolas de tirzepatida que, segundo a polícia, estariam sendo comercializadas sem prescrição médica e fora dos canais oficiais.
Uma técnica de enfermagem foi localizada em Praia Grande. No imóvel, foram encontradas duas ampolas do medicamento e o celular da profissional, que passou por perícia.
De acordo com o laudo técnico, mensagens de WhatsApp revelaram negociações diretas sobre a venda do produto, incluindo diferentes dosagens. Em um dos trechos analisados pela polícia, a investigada afirma: “Amiga, eu não vendo esse daí de 12,5 (mg), eu vendo a ampola de 15 mg”, o que, segundo os investigadores, indica estoque disponível e conhecimento técnico sobre a comercialização.
As conversas apontariam para um fluxo contínuo de vendas, sugerindo a existência de uma rede informal de distribuição do medicamento, amplamente procurado para tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado, de forma controversa, para emagrecimento.
A comercialização de medicamentos sem autorização e sem prescrição médica configura crime e representa risco à saúde pública, já que não há garantia sobre armazenamento adequado, procedência e controle sanitário.
A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar a possível participação de outras pessoas e a extensão da rede de fornecimento clandestino.
Leia também

Vídeo de influenciador com referência a Jeffrey Epstein gera repúdio do Corinthians

E se Deus e Adão nunca se tocassem?

Grupo criminoso rouba hóspede e funcionários em frente a pousada no Guarujá e rouba pertences das vítimas

Rede própria da Hapvida amplia acesso a transplantes de órgãos em São Paulo

Incêndio atinge estabelecimento de eletrônicos em Guarujá

São Vicente abre mais de 1,5 mil vagas gratuitas para atividades esportivas

Motociclista se fere após batida com van na entrada de Santos

Chuva forte provoca alagamentos e congestionamentos em vias de Santos

Inscrições abertas para a fanfarra municipal em Mongaguá

Justiça mantém preso homem que matou esposa e publicou vídeo pedindo perdão em Praia Grande