Médicos realizaram manobras de ressuscitação e estabilizaram paciente após 20 minutos de intenso trabalho

Redação Publicado em 02/04/2026, às 09h23
Uma mulher de 52 anos sobreviveu a uma parada cardiorrespiratória graças à intervenção rápida de médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em São Vicente, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na manhã de segunda-feira (31), após uma sucessão de eventos dramáticos. Inicialmente, a base recebeu uma ligação informando que a paciente estava inconsciente, mas a chamada foi interrompida abruptamente antes que os dados de localização fossem coletados.
Pouco tempo depois, familiares da vítima chegaram de carro à base do serviço, transportando a mulher já sem pulso e sem movimentos respiratórios. Diante da gravidade extrema, a equipe de suporte avançado iniciou os protocolos de emergência ainda no pátio. “Naquele momento, cada segundo conta.
Enquanto minha equipe retirava rapidamente a paciente do carro e a colocava na maca, eu já corria para dentro da ambulância, preparando todo o material. Assim que ela entrou no veículo, iniciamos imediatamente o protocolo completo de ressuscitação”, explicou o médico coordenador, Vandré Roma Missoni.
20 minutos de luta pela vida
A batalha para reverter o quadro clínico durou cerca de 20 minutos exaustivos. A equipe utilizou todos os recursos de suporte avançado disponíveis, incluindo múltiplas desfibrilações, intubação orotraqueal, ventilação mecânica, administração de medicações específicas e compressões torácicas ininterruptas. O esforço conjunto resultou no retorno da circulação espontânea e da respiração da paciente.
Após a estabilização dos sinais vitais, a mulher foi encaminhada ao pronto-socorro municipal e, posteriormente, transferida para a Casa de Saúde de Santos. De acordo com o último boletim médico, o quadro de saúde da paciente é considerado estável. O episódio destaca a eficiência técnica da unidade de suporte avançado de São Vicente em situações de pressão extrema.
Orientação sobre o transporte de pacientes
Apesar do desfecho positivo, o médico coordenador do Samu fez um alerta importante sobre o transporte de pacientes em estado crítico por conta própria. Segundo Missoni, embora o desespero da família seja compreensível, o ideal é sempre acionar o telefone 192 e aguardar a chegada da ambulância.
O serviço esclarece que, dentro da viatura de suporte avançado, o tratamento começa imediatamente no local do chamado, com equipamentos que um carro particular não possui. O transporte inadequado pode agravar traumas ou retardar manobras que devem ser feitas com o paciente deitado e estabilizado. A orientação é manter a calma, passar o endereço correto e seguir as instruções do regulador até a chegada do socorro profissional.
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