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Mulher foge pelo telhado para escapar de cárcere privado e agressões em Mongaguá

Após dias de agressões, jovem de 22 anos consegue escapar e denuncia o companheiro à polícia

Suspeito foi preso em flagrante com drogas e dinheiro, complicando sua situação legal - Imagem: Reprodução
Suspeito foi preso em flagrante com drogas e dinheiro, complicando sua situação legal - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 17/03/2026, às 08h34


Uma jovem de 22 anos protagonizou uma fuga desesperada para escapar das mãos do próprio companheiro na madrugada desta segunda-feira (16), no bairro Agenor de Campos, em Mongaguá. Após passar dias trancada dentro da própria casa sob constantes agressões e ameaças de morte, ela conseguiu pular do telhado para o quintal de um vizinho, levando ao fim um pesadelo que também envolvia a filha do casal, de apenas três anos. O suspeito, um homem de 34 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

De acordo com o relato da vítima às equipes do 29º Batalhão, o agressor a impedia de sair da residência e utilizava o medo como ferramenta de controle, afirmando inclusive que colocaria fogo na casa com todos dentro.

A situação se tornou ainda mais tensa quando, após a fuga, a mulher viu o marido circulando com o carro da família, levando a criança e exibindo o que parecia ser uma arma de fogo. Diante do risco iminente, ela acionou o 190.

Droga na geladeira e confissão de tráfico

Ao chegarem na residência indicada, os policiais militares localizaram o suspeito com a criança. Embora a arma mencionada pela vítima não tenha sido encontrada durante a revista pessoal, a busca dentro do imóvel revelou detalhes de outra atividade criminosa. Escondido dentro da geladeira da família, os agentes encontraram quase 0,5 kg de maconha. Além do entorpecente, uma quantia de R$ 2.793 em dinheiro vivo foi apreendida dentro do veículo do homem.

Na delegacia, o cenário contra o agressor se complicou. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem confessou que não apenas usava, mas também comercializava drogas. A combinação de violência doméstica com o tráfico de entorpecentes fundamentou a decisão da autoridade policial em manter o indivíduo atrás das grades. A criança foi entregue aos cuidados da mãe, que recebeu atendimento imediato das autoridades.

Providências legais e proteção à vítima

O caso foi oficialmente registrado na Delegacia Seccional de Mongaguá como tráfico de drogas, sequestro, cárcere privado e violência doméstica. Temendo por sua vida e pela segurança da filha após as ameaças de que a casa seria incendiada, a jovem solicitou medidas protetivas de urgência. O delegado responsável pelo caso já solicitou a prisão preventiva do suspeito, garantindo que ele permaneça à disposição da Justiça enquanto o processo avança.

A ocorrência reforça a importância da rede de apoio e da denúncia rápida em casos de violência familiar. Em Mongaguá, órgãos de assistência social e a própria Polícia Militar monitoram casos de vulnerabilidade no bairro Agenor de Campos para evitar que conflitos domésticos evoluam para tragédias. A vítima agora deve receber acompanhamento psicológico e jurídico para lidar com os traumas do período em que foi mantida prisioneira.