Reconhecimento facial identificou procurado por roubo em outros estados e devedores de pensão alimentícia durante o acesso às catracas

Redação Publicado em 16/03/2026, às 10h12
A estreia da tecnologia Muralha Paulista na Vila Belmiro, durante o clássico entre Santos e Corinthians neste domingo (15), mostrou que o cerco contra foragidos da Justiça está cada vez mais fechado nos estádios de São Paulo. O sistema de reconhecimento facial, que cruza dados em tempo real com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, resultou na captura de três homens que tentavam assistir à partida. Entre os detidos, um era procurado por roubos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, e outros dois possuíam mandados por falta de pagamento de pensão alimentícia.
A parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Santos permitiu que o monitoramento começasse antes mesmo da bola rolar. O sistema entra em ação já na compra do ingresso e se intensifica nas catracas de acesso. Se o leitor facial identifica uma irregularidade, como um mandado em aberto, uso de documento falso ou até restrições do Estatuto do Torcedor, o acesso é bloqueado na hora e a Polícia Militar realiza a abordagem de forma discreta e segura.
Segurança inteligente nos gramados paulistas
Além de caçar criminosos, o Muralha Paulista funciona como um escudo para o torcedor comum. A ferramenta consegue identificar ingressos comprados com cambistas e localizar pessoas desaparecidas no meio da multidão. Para o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a integração dessa tecnologia garante que as arenas sejam ambientes exclusivos para quem quer apenas torcer. "Conseguimos monitorar riscos em tempo real, protegendo quem vai ao jogo", destacou.
Desde que começou a ser usado nos estádios paulistas, os números impressionam:
Expansão e eficácia na Baixada Santista
A Vila Belmiro agora faz parte de um grupo seleto de estádios que contam com essa proteção, ao lado do Allianz Parque, Neo Química Arena e outros. A eficácia do programa já atravessa fronteiras estaduais; em 2024, um membro de facção criminosa da Bahia foi preso em São Paulo ao tentar entrar em um jogo do seu time.
Na Baixada Santista, o Muralha Paulista tem sido um divisor de águas. Somente em janeiro deste ano, a região registrou 429 prisões de procurados com o auxílio da rede de câmeras. Ao todo, são cerca de 1,8 mil sensores e lentes espalhados pelas nove cidades do litoral, criando uma barreira digital que dificulta rotas de fuga e monitora o trânsito e veículos roubados. A ideia da SSP é ampliar essas parcerias para eventos culturais e outros festivais, tornando o reconhecimento facial uma ferramenta padrão para a segurança de grandes públicos.
Leia também

Alcaraz desiste de Barcelona por lesão no punho e distância de Sinner no ranking aumenta

Estrela Náutica é acusada de induzir cliente à compra com promessa de reforma não cumprida

Neymar se arrepende de bate-boca após empate do Santos: "Não farei mais isso"

Ben Shelton projeta duelo contra João Fonseca em Munique nesta sexta: "Os fãs vão aproveitar"

Brasil domina Margaret River e coloca cinco surfistas nas oitavas

Acusado de matar a própria mãe por herança enfrenta júri popular

Homem é flagrado escondendo chocolates na roupa durante furto em supermercado

Filhote de ouriço é resgatado em praia e se recupera sob cuidados

Empresa ligada a MC Ryan SP e MC Poze do Rodo é acusada pela PF de lavar dinheiro ilícito por meio de rede de laranjas

Trégua no Líbano: Trump costura acordo de 10 dias com Netanyahu e Aoun