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Na UTI, Parreira passa por traqueostomia e segue em estado grave

Técnico do tetracampeonato de 1994 está hospitalizado no Hospital Samaritano Barra desde o dia 16 de junho

Boletim médico aponta quadro grave, mas estável, de Carlos Alberto Parreira após cirurgia - Foto: Brasil News
Boletim médico aponta quadro grave, mas estável, de Carlos Alberto Parreira após cirurgia - Foto: Brasil News

Redação Publicado em 08/07/2026, às 10h26


O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, apresentou uma piora em seu quadro clínico e foi submetido a uma traqueostomia nesta terça-feira (7). O procedimento cirúrgico de urgência consiste na abertura de uma via aérea diretamente no pescoço do paciente para a introdução de uma cânula de ventilação artificial, facilitando o suporte respiratório prolongado.

A intervenção foi confirmada em boletim oficial divulgado pela equipe médica do Hospital Samaritano Barra, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o comandante do tetracampeonato mundial está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 16 de junho devido a uma grave inflamação pulmonar. Segundo o relatório técnico assinado pelos médicos assistentes, ainda não há nenhuma previsão de alta hospitalar ou de transferência para o quarto.

Sedação e suporte renal por hemodiálise

O boletim detalha que a resposta fisiológica de Parreira ao tratamento exige cuidados intensivos e monitoramento contínuo das funções vitais.

“Ele permanece sedado, em diálise e seu estado de saúde, embora grave, é estável.”

O histórico clínico do treinador nas últimas semanas revela oscilações severas. No dia 27 de junho, ele precisou passar por uma cirurgia de emergência para conter um sangramento nasal após um declínio em suas funções respiratórias. O procedimento obteve sucesso inicial, permitindo que ele respirasse sem aparelhos por alguns dias. Contudo, na última sexta-feira (3), o quadro pulmonar voltou a se agravar, exigindo nova sedação profunda e ventilação mecânica. A evolução da inflamação também comprometeu a atividade dos rins, o que obrigou a equipe de nefrologia a iniciar sessões diárias de hemodiálise.

Vale relembrar que, no ano de 2024, Parreira enfrentou e concluiu um ciclo de sessões de quimioterapia para tratar um linfoma de Hodgkin (câncer que se origina no sistema linfático), o que eleva a atenção dos médicos quanto à imunidade do paciente.