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Natália Resende projeta fim da falta d'água em Guarujá com projeto subaquático: “Essa obra será definitiva”

Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de SP fala sobre soluções para crises hídricas na Baixada Santista

Natália Resende detalha projeto de adutora que promete resolver problemas históricos de abastecimento - Foto: CBN Santos
Natália Resende detalha projeto de adutora que promete resolver problemas históricos de abastecimento - Foto: CBN Santos

Gabriella Souza Publicado em 29/01/2026, às 12h56


Em entrevista exclusiva à CBN Santos nesta quinta-feira (29), a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, apresentou as ações do governo para encerrar as crises de desabastecimento na Baixada Santista. O foco do planejamento estadual é a construção da adutora subaquática entre Santos e Guarujá, projeto que entra agora em sua fase decisiva de execução.

A secretária defendeu que a complexidade da região demanda investimentos de longo prazo em vez de medidas provisórias. "Problemas crônicos, problemas históricos, a gente tem que enfrentar com soluções estruturantes. Não é enxugar gelo. Não é paliativo", enfatizou Resende.

Projeto subaquático

Segundo a titular da pasta, o diagnóstico técnico apontou a necessidade de enviar "água nova" ao Guarujá, que atualmente depende da captação direta em rios, sistema vulnerável a variações climáticas. Além disso, o projeto vai ter um investimento de R$ 134,7 milhões, a obra consiste na instalação de uma tubulação de 5,5 quilômetros.

A estrutura conectará a região do Sabuó, em Santos, ao distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, atravessando o canal do porto. O sistema, com entrega prevista para julho de 2026, transportará 500 litros de água por segundo a partir da Estação de Tratamento (ETA) Cubatão. Sobre a eficácia da medida, a secretária declarou: "Essa obra subaquática, ela será definitiva".

Ampliação da reserva

Além da travessia, Natália Resende destacou a criação de um "pulmão" de armazenamento na Baixada Santista. Como a região capta água predominantemente pelo sistema de "fio d'água", o abastecimento torna-se instável em períodos de estiagem ou de chuvas intensas. Para mitigar o risco, a Sabesp projeta a entrega de 23 novos reservatórios até 2029, ampliando a capacidade de reserva em 130 milhões de litros.

"O que a gente fez foi um contrato melhor, mais robusto", explicou a secretária, ressaltando que o investimento anual na região saltou de R$ 500 milhões para R$ 2 bilhões após a nova formatação contratual da companhia. A integração entre os municípios também será reforçada.

"Quando a gente acabar de fazer Itatinga, a gente vai jogar 300 litros por segundo para Bertioga e puxar mil litros por segundo para o Guarujá. Aí o sistema fica muito mais resiliente", concluiu.