Navio tombado

Navio de 60 anos tombado em Santos será enviado a estaleiro para análise estrutural

Autoridade Portuária de Santos planeja remoção do navio para garantir segurança na navegação após avaria no casco.

Imagem: Repdorução / Silvio Luiz/AT
Imagem: Repdorução / Silvio Luiz/AT

Redação Publicado em 14/03/2026, às 23h50


A Autoridade Portuária de Santos informou que o navio de pesquisa Professor W. Besnard, que adernou na noite de sexta-feira (13) próximo ao cais do Porto de Santos após sofrer uma avaria no casco que provocou entrada de água, deverá ser retirado do local e encaminhado a um estaleiro para análise estrutural, como medida para garantir a segurança da navegação no canal do porto.

De acordo com a APS, a prioridade neste momento é preservar as condições de segurança para o tráfego de embarcações na área. Por esse motivo, está prevista a remoção do navio do ponto onde ocorreu o incidente e o envio da embarcação para um estaleiro especializado, onde serão avaliados os danos estruturais provocados pela avaria.

O Professor W. Besnard possui cerca de 60 anos de operação e é considerado um dos mais relevantes navios científicos já utilizados em pesquisas oceanográficas no Brasil.

Ao longo de décadas, a embarcação participou de mais de 150 expedições científicas voltadas ao estudo dos oceanos. O navio também integrou missões brasileiras na Antártida, transportando pesquisadores e equipamentos para investigações sobre clima, biodiversidade marinha e dinâmica dos mares.

Atualmente, o navio encontra-se fora de operação e pertence ao Instituto do Mar, entidade civil sem fins lucrativos.

Caso as avaliações técnicas indiquem que a estrutura pode ser recuperada, a proposta é restaurar o navio e transformá-lo em um navio-escola. A iniciativa poderia contar com apoio de empresas ligadas ao porto e de integrantes da comunidade marítima.

Se a recuperação completa não for considerada viável, uma alternativa em análise é preservar parte da embarcação e instalá-la na região do Valongo, no Centro Histórico de Santos. A ideia seria criar um marco histórico e educativo ligado à pesquisa oceanográfica no Brasil.