Operação emergencial utilizará bombas de sucção para retirar água acumulada da embarcação Professor W. Besnard; ação depende das condições da maré

Redação Publicado em 08/05/2026, às 15h39
O navio científico Professor W. Besnard, afundado no cais do Valongo em Santos desde março, passará por um teste de reflutuação entre 11 e 14 de maio, dependendo das condições da maré para a operação emergencial.
A embarcação afundou devido ao acúmulo de água da chuva, e 13 bombas de sucção foram instaladas para remover a água interna, permitindo que o ar entre nos compartimentos e ajude o navio a retornar à superfície.
A operação, aprovada pela Marinha do Brasil e contratada pela Autoridade Portuária de Santos por R$ 8,6 milhões, inclui medidas para garantir a segurança estrutural do navio e uma inspeção completa após a reflutuação.
O navio científico Professor W. Besnard, afundado desde março no cais do Valongo, no Porto de Santos, deverá passar por um teste de reflutuação entre os dias 11 e 14 de maio. A operação emergencial será executada pela empresa Marfort Serviços Marítimos e depende diretamente das condições da maré para acontecer.
A embarcação afundou no dia 13 de março após acumular grande volume de água da chuva. Parte da estrutura permanece visível porque o casco ficou apoiado no fundo do estuário.
Segundo a empresa responsável pela operação, o processo de reflutuação já está preparado para ser iniciado assim que houver uma janela favorável da maré. Ao todo, 13 bombas de sucção foram instaladas no navio para remover a água acumulada dentro da embarcação.
A estratégia consiste em bombear a água para fora do casco enquanto o ar volta a ocupar os compartimentos internos, gerando força suficiente para que o navio retorne gradualmente à superfície.
Inicialmente, o teste estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (8), mas acabou adiado devido às condições marítimas consideradas inadequadas para o procedimento.
De acordo com o diretor da Marfort Serviços Marítimos, Alexandre Salamoni, o nível da maré permaneceu baixo por um período muito curto, insuficiente para ativar todo o sistema operacional necessário.
A expectativa da empresa é que, na próxima semana, a maré permaneça favorável por cerca de duas horas, tempo considerado adequado para iniciar o processo com maior segurança.
Além das bombas de sucção, equipes técnicas estudam medidas complementares para reforçar a estabilidade da embarcação durante o procedimento. Segundo os responsáveis pela operação, a prioridade é evitar riscos estruturais e garantir a segurança de todos os envolvidos.
O plano operacional utilizado na reflutuação já recebeu aprovação da Marinha do Brasil.
Após o navio voltar à superfície, técnicos deverão realizar uma inspeção completa no casco para avaliar as condições estruturais e a possibilidade de deslocamento da embarcação até um estaleiro.
A operação de retirada do Professor W. Besnard foi contratada em caráter emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e tem custo estimado em R$ 8,6 milhões.
Considerado um dos navios científicos mais importantes da história da pesquisa oceanográfica brasileira, o Professor W. Besnard foi lançado ao mar em 1966 e participou de expedições científicas no Brasil e no exterior, incluindo missões pioneiras na Antártica.
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