Nevoeiro

Nevoeiro encobre a Baixada Santista e moradores recorrem a catraias para ir ao Guarujá

Fenômeno climático se repete pelo segundo dia consecutivo e gera atrasos no maior porto da América Latina

Baixada Santista está coberta pelo nevoeiro - Foto: Danilo Santos/ Tribuna
Baixada Santista está coberta pelo nevoeiro - Foto: Danilo Santos/ Tribuna

Redação Publicado em 02/07/2026, às 09h11


O inverno na Baixada Santista trouxe mais um amanhecer de forte instabilidade climática nesta quinta-feira (2). Pelo segundo dia consecutivo, um denso nevoeiro encobriu a região e provocou a paralisão completa da navegação no Porto de Santos, além de travar os principais sistemas de travessias litorâneas gerenciados pelo poder público.

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), confirmou que as operações no canal do maior complexo portuário da América Latina foram totalmente suspensas a partir das 3h50 da madrugada. O bloqueio técnico de segurança ocorre sempre que os índices de visibilidade horizontal caem para patamares inferiores a 500 metros, impossibilitando a manobra segura de navios de grande porte e cargueiros. O cenário repete o caos logístico do dia anterior, quando o Porto de Santos já havia sido obrigado a fechar as portas por duas vezes devido ao mesmo fenômeno meteorológico.

Impacto na mobilidade urbana e o uso de catraias

A névoa espessa não prejudicou apenas o escoamento de mercadorias no cais, mas afetou drasticamente a rotina de milhares de trabalhadores que se deslocam diariamente entre as cidades da região:

Balsa convencional interrompida: O sistema tradicional de barcas e balsas para pedestres e veículos entre os municípios de Santos e Guarujá operou com severas restrições ou foi totalmente paralisado durante as primeiras horas da manhã.
A alternativa das catraias: Sem o transporte público padrão, os moradores recorreram às tradicionais catraias para realizar a travessia do estuário. Por operarem em um trajeto mais curto e sob administração de cooperativas privadas, as pequenas embarcações de madeira se tornaram a única alternativa para evitar atrasos e contornar os reflexos do nevoeiro.
As autoridades portuárias e as empresas de transporte de passageiros informaram que mantêm o monitoramento das condições climáticas minuto a minuto, aguardando que a temperatura suba e o sol dissipe a umidade para retomar o tráfego regular na região.