Nova legislação substitui regras antigas e garante repasse mensal de auxílio-moradia e alimentação para profissionais da rede municipal

Redação Publicado em 23/06/2026, às 13h34
A prefeita em exercício, Audrey Kleys (PSD), barrou um pedaço do projeto que havia sido aprovado pelos vereadores na Câmara Municipal. O veto atingiu um trecho que tentava esticar o pagamento do benefício para estudantes de programas de saúde que não fossem organizados diretamente pela Prefeitura. Segundo o governo municipal, essa mudança feita pelos parlamentares ia além do plano original, inventando gastos novos sem que houvesse dinheiro carimbado no orçamento e criando uma regra que não seria permitida por lei.
Com o restante do projeto aprovado, a Prefeitura de Santos confirmou a criação do programa de Bolsa-Auxílio aos Programas de Residência em Saúde (Bapres). A nova regra, publicada no Diário Oficial, muda as condições de ajuda financeira para os profissionais que fazem especialização em hospitais e postos da rede pública do município, garantindo um pagamento que pode chegar a R$ 7.141,01 por mês.
Como funciona a divisão do dinheiro e os bônus
A ideia principal do projeto é dar uma estrutura financeira melhor para quem está estudando e trabalhando na saúde da cidade ao mesmo tempo. Pela nova lei, quem estiver matriculado regularmente vai receber um valor fixo de R$ 2.500 todo mês, dinheiro esse que vem dos cofres da própria prefeitura. Esse montante é dividido em duas partes:
O grande destaque da lei vai para quem escolheu a área de Medicina de Família e Comunidade. Para esses médicos, o governo municipal manteve uma gratificação extra de R$ 4.641,01. Juntando esse bônus com o auxílio padrão, o salário final desses profissionais sobe para R$ 7.141,01 mensais. Além disso, ficou acertado que todo mês de março esses valores vão passar por uma correção para acompanhar a inflação, usando o índice IPCA como base.
Regras para receber e validade das novas regras
Na justificativa assinada pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos) quando o projeto foi enviado para votação, ele defendeu que, sem esse tipo de incentivo financeiro, a saúde pública corre o risco de perder profissionais qualificados para outras regiões, o que acaba estragando o atendimento nos postos de saúde.
Para colocar a mão no dinheiro, os residentes precisam estar com a documentação em dia e estudando em vagas que tenham o selo de aprovação das Comissões Nacionais de Residência. A nova legislação joga fora todas as regras antigas sobre o assunto e tem um detalhe importante: ela começa a valer com data retroativa a 1º de março de 2026. Isso significa que os profissionais vão receber os valores acumulados desde o início do prazo, e os detalhes finais do pagamento vão ser organizados pela prefeitura em até 90 dias.
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