Infraestrutura hídrica

Novos reservatórios entram em operação em Itanhaém e ampliam capacidade de abastecimento na Baixada Santista

Estruturas do sistema Mambu-Branco acrescentam 20 milhões de litros à reserva de água tratada e devem beneficiar cerca de 1,2 milhão de pessoas na região

Reservatórios inaugurados em Itanhaém passam a integrar o sistema Mambu-Branco e ampliam em 20 milhões de litros a capacidade de armazenamento de água tratada na Baixada Santista - Imagem: Divulgação/Governo do Estado de SP
Reservatórios inaugurados em Itanhaém passam a integrar o sistema Mambu-Branco e ampliam em 20 milhões de litros a capacidade de armazenamento de água tratada na Baixada Santista - Imagem: Divulgação/Governo do Estado de SP

Redação Publicado em 18/06/2026, às 20h54


A Baixada Santista recebeu novos reservatórios que aumentam a capacidade de armazenamento de água tratada em 20 milhões de litros, fortalecendo o abastecimento para cinco municípios da região, especialmente durante a alta demanda no verão.

O investimento de R$ 84,6 milhões gerou cerca de 300 empregos e envolveu soluções de engenharia complexas devido às características geológicas locais, com reservatórios de 10 milhões de litros cada, considerados entre os maiores da América Latina.

Com a conclusão de mais dois reservatórios prevista para setembro, a capacidade total de armazenamento chegará a 40 milhões de litros, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas na região.

A ampliação da capacidade de armazenamento de água tratada na Baixada Santista ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (18) com a entrada em operação de dois reservatórios do Centro de Reservação Mambu-Branco, em Itanhaém. As estruturas somam 20 milhões de litros à reserva hídrica regional e integram um projeto voltado ao fortalecimento do sistema de abastecimento que atende moradores e turistas de cinco municípios da região.

A inauguração dos módulos 1 e 4 contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de representantes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), autoridades estaduais e lideranças municipais. Os outros dois reservatórios previstos para o complexo seguem em fase de implantação e têm conclusão programada para setembro.

Com capacidade individual de 10 milhões de litros, os reservatórios passam a receber a água produzida pela Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu-Branco, considerada uma das principais unidades responsáveis pelo abastecimento da Baixada Santista. A partir das novas estruturas, a distribuição ocorre para reservatórios secundários que abastecem diferentes cidades da região.

Durante a cerimônia, o governador destacou que a ampliação da reserva operacional busca aumentar a segurança do sistema e reduzir os impactos de períodos de maior consumo, especialmente durante a temporada de verão, quando a população flutuante cresce significativamente no litoral paulista.

Segundo a Sabesp, o empreendimento recebeu investimento de R$ 84,6 milhões e gerou aproximadamente 300 empregos ao longo das obras. As características geológicas da área exigiram soluções específicas de engenharia, incluindo a instalação de cerca de 300 estacas de fundação em cada reservatório, alcançando profundidades próximas de 40 metros.

As estruturas possuem aproximadamente 56 metros de diâmetro e cinco metros de altura. De acordo com a companhia, o conjunto figura entre os maiores sistemas de reservação de água tratada da América Latina em seu segmento.

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, ressaltou que o empreendimento amplia a capacidade de resposta do sistema de abastecimento diante de oscilações de demanda e contribui para a estabilidade operacional da rede.

O Centro de Reservação Mambu-Branco foi projetado para operar com quatro reservatórios. Com a conclusão das duas unidades restantes, prevista para setembro, a capacidade total de armazenamento alcançará 40 milhões de litros de água tratada.

A expectativa da Sabesp é que a ampliação beneficie aproximadamente 1,2 milhão de moradores e visitantes de Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande e da área continental de São Vicente, reforçando a infraestrutura hídrica da Baixada Santista para os próximos anos.