Com apoio da GCM e técnicos de energia, prefeitura busca interromper ciclo de furtos de metais e equipamentos públicos na cidade

Redação Publicado em 08/05/2026, às 10h43
A primeira grande ofensiva de 2026 contra irregularidades em ferros-velhos de Praia Grande aconteceu nesta quinta-feira (07), resultando em um bloqueio total nas atividades dos seis pontos vistoriados pelas autoridades. A mobilização, que teve um caráter de "tolerância zero", foi articulada pela Secretaria de Assuntos de Segurança Pública (Seasp) e envolveu um cerco multidisciplinar com a Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar, Bombeiros e diversos setores da administração municipal, como Meio Ambiente e Urbanismo.
O objetivo estratégico dessa força-tarefa é cortar o mal pela raiz ao enfrentar a receptação de materiais ilícitos. A lógica das autoridades é simples: se não houver quem compre, o furto de itens como cabos de cobre, portões de alumínio, celulares e equipamentos de concessionárias de água e luz tende a diminuir drasticamente. Durante as inspeções, os agentes não encontraram apenas problemas documentais; duas pessoas acabaram presas em flagrante e levadas para a delegacia após a constatação de furto de energia elétrica nos estabelecimentos.
Além das forças policiais, técnicos de empresas de telefonia e energia elétrica participaram ativamente das buscas. Eles atuaram na identificação de componentes que são de uso exclusivo dessas companhias e que, por lei, jamais poderiam estar em posse de depósitos de sucata. De acordo com o secretário Maurício Vieira Izumi, essa vigilância constante é uma resposta direta à necessidade de reduzir a criminalidade patrimonial, seguindo um cronograma que já vinha apresentando bons índices de queda no ano anterior.
O prefeito Alberto Mourão garantiu que o fechamento desses seis locais é apenas o começo de um plano maior que se estenderá por todos os meses de 2026. A prefeitura reforça o alerta de que a receptação comercial é um crime severo, podendo levar o responsável à prisão por um período de três a oito anos. Ao manter essa pressão sobre os comerciantes de sucata, a gestão municipal espera proteger o patrimônio público e privado, garantindo que os moradores de Praia Grande e de toda a Baixada Santista tenham um ambiente mais seguro para viver e trabalhar.
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