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Operação contra o tráfico desmantela sistema de vigilância ilegal em Guarujá

Um homem foi morto durante operação contra o tráfico no bairro Cantagalo, em Guarujá, após confronto com a Polícia Militar

A operação visava combater o tráfico de drogas e recuperar áreas dominadas pelo crime organizado, resultando em um tiroteio fatal - Imagem: Divulgação / Polícia Militar
A operação visava combater o tráfico de drogas e recuperar áreas dominadas pelo crime organizado, resultando em um tiroteio fatal - Imagem: Divulgação / Polícia Militar

Redação Publicado em 13/05/2026, às 17h28


Um confronto armado no bairro Cantagalo, em Guarujá, terminou com um homem morto na manhã desta quarta-feira (13). A ocorrência aconteceu durante uma operação do 21º Batalhão da Polícia Militar, que entrou na comunidade com o objetivo de combater o tráfico de drogas e recuperar o controle de áreas dominadas pelo crime organizado.

A situação ficou tensa logo na chegada das equipes, que foram recebidas a tiros por dois homens que vigiavam um ponto de venda de entorpecentes. Após o primeiro tiroteio, os suspeitos tentaram se esconder em uma área de mata fechada. Foi nesse local, em meio à vegetação e com pouca visibilidade, que aconteceu um novo confronto. Um dos envolvidos, que usava roupas camufladas e botas táticas para tentar se esconder no mato, acabou sendo atingido. O Samu chegou a ser chamado, mas ele não resistiu aos ferimentos.

Arsenal e monitoramento ilegal

Com o homem que morreu, os policiais encontraram um verdadeiro "kit" do crime: duas pistolas, rádios comunicadores com carregador, dinheiro vivo e duas bolsas cheias de drogas. Segundo a Polícia Militar, o suspeito já era um velho conhecido da justiça, acumulando passagens por tráfico, roubo e até corrupção de menores.

Durante a varredura pelo bairro, os agentes fizeram uma descoberta impressionante: os criminosos montaram uma central de vigilância clandestina para vigiar os passos da polícia.

  • Câmeras escondidas: Equipamentos foram instalados em postes e na fiação pública.
  • Sentinelas digitais: O sistema servia para avisar sobre a chegada de viaturas e também para controlar a rotina dos próprios moradores.

Buscas continuam

O segundo homem que participou do ataque inicial conseguiu fugir pela mata e ainda não foi localizado. Por conta disso, a Polícia Militar decidiu manter o patrulhamento reforçado no Cantagalo por tempo indeterminado. Além de procurar pelo fugitivo, as equipes agora trabalham para desmantelar toda a rede de câmeras ilegais e identificar quem eram os responsáveis pelo monitoramento da comunidade.