Ação coordenada em quatro estados cumpriu mandados contra organização criminosa investigada por enviar cocaína ao exterior e movimentar patrimônio bilionário por meio de esquema de ocultação de bens

Redação Publicado em 24/07/2026, às 16h36
Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de dois suspeitos na Baixada Santista, parte de uma ação maior contra uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão sendo cumpridos em vários estados.
As investigações começaram após a apreensão de 6,5 toneladas de cocaína no Porto do Rio de Janeiro em setembro de 2025, revelando a complexa estrutura da organização, que utilizava métodos sofisticados para ocultar drogas em cargas legítimas e possuía conexões internacionais.
Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens até R$ 1 bilhão, visando impedir a movimentação de ativos relacionados às atividades ilícitas, enquanto as investigações continuam com a coleta de evidências e a identificação de outros envolvidos.
Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de dois investigados na Baixada Santista durante o cumprimento de mandados relacionados a uma investigação sobre tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva, denominada Operação Commodity, foi realizada na quinta-feira (23) e integrou uma ação simultânea em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
Segundo a Polícia Federal, a operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no envio de entorpecentes para o exterior e na ocultação de recursos obtidos com atividades ilícitas. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensão.
Em Santos, um dos presos é um homem de 55 anos apontado pelas investigações como responsável pela gestão financeira da organização criminosa. A prisão ocorreu em um apartamento localizado no bairro Boqueirão, durante o cumprimento de mandados judiciais, com apoio da Polícia Militar.
No imóvel, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, moeda estrangeira, joias e veículos que, conforme a investigação, poderão auxiliar na apuração da origem e da movimentação patrimonial dos investigados.
Outra frente da operação foi executada em Guarujá, onde policiais localizaram armamentos e munições em um imóvel vinculado ao grupo investigado. Entre os materiais apreendidos estavam um fuzil equipado com luneta, armas de fogo e munições armazenados em um cofre, além de computadores, telefones celulares, documentos e veículos.
Todo o material recolhido na Baixada Santista foi encaminhado inicialmente para a Delegacia da Polícia Federal em Santos e, posteriormente, seria enviado à equipe responsável pela investigação no Rio de Janeiro, unidade que coordena a operação.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.
Além das prisões, a Justiça autorizou medidas cautelares patrimoniais, incluindo o bloqueio e o sequestro de bens e ativos financeiros até o limite de R$ 1 bilhão, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos supostamente ligados às atividades investigadas.
As investigações tiveram início após uma apreensão realizada em setembro de 2025 no Porto do Rio de Janeiro, quando aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína foram encontradas ocultas em cargas de café destinadas à Eslovênia. Segundo a Polícia Federal, a partir dessa ocorrência foi possível identificar a estrutura da organização criminosa e suas conexões internacionais.
Ainda conforme a corporação, o grupo utilizava diferentes métodos para ocultar drogas durante o transporte, camuflando os entorpecentes em cargas de café, cimento e argamassa, além de recorrer à adulteração química para dificultar a fiscalização. As investigações também apontam que a organização mantinha uma estrutura financeira destinada à ocultação de patrimônio e possuía ramificações na América do Sul, Europa e Ásia.
Durante a operação em outros municípios, a Polícia Federal informou que pelo menos nove pessoas foram presas. Um dos investigados morreu durante o cumprimento de um mandado judicial em Igaratá, no interior paulista, após, segundo a corporação, reagir à abordagem e entrar em confronto com os agentes.
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