Criminosos utilizavam dados reais de advogados para enganar vítimas sobre supostos valores judiciais a receber

Redação Publicado em 29/04/2026, às 09h21
A Polícia Civil de São Paulo desferiu um golpe importante contra o estelionato tecnológico nesta terça-feira (28). Em uma operação coordenada pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), três homens foram presos na Baixada Santista e na Capital sob a acusação de integrarem uma quadrilha especializada no golpe do "falso advogado". Dois suspeitos foram localizados em São Vicente e o terceiro em Cubatão.
Crime
De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Civil, o grupo operava de forma sofisticada e convincente. Os criminosos utilizavam dados reais de um escritório de advocacia para ganhar a confiança das vítimas. O contato era feito geralmente por telefone, momento em que os golpistas informavam falsamente que o alvo da ligação havia tido êxito em uma ação judicial e possuía valores vultosos a receber.
Para que o dinheiro fosse supostamente "liberado", os investigados alegavam a necessidade de uma operação financeira prévia, como o pagamento de taxas ou custas processuais inexistentes. Durante as ligações, os criminosos exerciam pressão psicológica e induziam as vítimas a acessarem seus aplicativos bancários em tempo real, realizando transferências e pagamentos que eram imediatamente desviados para contas de laranjas.
Investigação e operação policial
O trabalho de inteligência que levou às prisões desta terça-feira teve início em março de 2026. Na ocasião, uma vítima que caiu no golpe registrou um boletim de ocorrência, fornecendo detalhes sobre a abordagem e as contas utilizadas pelo grupo. A partir dessa denúncia, a 3ª Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) assumiu o caso, conseguindo identificar o núcleo operacional da quadrilha no litoral paulista.
Com base nas evidências colhidas, a Justiça deferiu mandados de prisão temporária contra os principais investigados. A ofensiva, denominada como parte das ações estratégicas do Dope, contou com o apoio operacional do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER), unidades de elite da Polícia Civil, garantindo o cumprimento das ordens judiciais em São Vicente, Cubatão e também na cidade de São Paulo.
Desdobramentos
Embora três prisões tenham sido efetuadas, a polícia acredita que o número de vítimas e o montante desviado pelo grupo possam ser muito maiores do que o inicialmente reportado. As investigações agora prosseguem para identificar outros membros da organização criminosa e mapear a extensão total do prejuízo causado.
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