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Orla de Santos após ressaca: ondas altas deixam rastro de destruição

Com ondas de até 4 metros, a Defesa Civil emitiu alertas e a Marinha prevê mar agitado até o final da semana na região

A ressaca que atingiu Santos deixou danos significativos, com muretas caídas e lixeiras tombadas, afetando a orla da cidade - Foto: Aldemar Neto/ Defesa Civil de São Paulo
A ressaca que atingiu Santos deixou danos significativos, com muretas caídas e lixeiras tombadas, afetando a orla da cidade - Foto: Aldemar Neto/ Defesa Civil de São Paulo

Gabriel Nubile Publicado em 31/07/2025, às 11h26


Muretas caídas, buracos em calçadas e lixeiras tombadas são alguns dos estragos deixados pela ressaca que castigou a orla de Santos entre a noite de terça-feira (29) e a manhã desta quarta-feira (30). A cidade registrou ondas acima dos três metros, com picos de quase quatro metros, em vários pontos.

Alertas e previsão de mar agitado na região

A Defesa Civil Estadual já havia emitido um alerta de ressaca na segunda-feira (28). A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo, informou que o mar deve continuar agitado na faixa costeira entre Iguape e Macaé até as 21h de quinta-feira (31). A expectativa é de ondas de até 3,5 metros de altura.

Na última terça-feira (29), trechos da orla de Santos ficaram debaixo d'água e precisaram ser fechados, depois que ondas de quase 4 metros foram vistas por volta das 18h. Nesta quarta-feira (30), ondas com mais de 3 metros também haviam sido registradas por volta das 7h30 da manhã.

Danos observados e locais mais atingidos

O fenômeno natural causou a queda de muretas, abriu buracos nas calçadas e derrubou lixeiras, brinquedos de praças e bancos públicos, segundo a administração municipal. Os maiores prejuízos foram notados entre os bairros Boqueirão e Ponta da Praia.

Limpeza e reconstrução da orla em andamento

A Prefeitura de Santos informou que equipes da Secretaria das Prefeituras Regionais e da Terra Santos já estão trabalhando na limpeza das áreas danificadas. A operação conta com 208 funcionários, 16 caminhões e uma pá carregadeira.

As tarefas incluem a retirada do que foi arrastado, o conserto das estruturas quebradas e a limpeza geral das áreas atingidas. A prefeitura estima que todo esse trabalho de recuperação leve cerca de um mês para ser finalizado. "A ação busca remover os resíduos, liberar as ruas e cuidar dos espaços públicos, contribuindo para melhorar a cidade e a qualidade de vida da população", destacou a administração municipal.

A Defesa Civil disse que está avaliando todos os estragos nas estruturas da orla, como muretas, calçadas, bancos e outros equipamentos da cidade. Um relatório completo será enviado para as secretarias municipais responsáveis.

Trânsito e rotas alternativas na cidade

A Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos informou que 60 agentes de trânsito estão nas ruas ajudando os motoristas, orientando sobre desvios e caminhos alternativos. "Com o mar recuando, o desvio de carros e ônibus que era feito na Avenida Ana Costa (sentido José Menino/Ponta da Praia) agora passou a ser feito na Rua Oswaldo Cruz", explicou a empresa.

Com a avenida da orla interditada para a limpeza, a CET indicou que as melhores rotas alternativas para chegar à Ponta da Praia são pela Avenida Epitácio Pessoa ou pela Avenida Francisco Glicério, seguindo para a Avenida Afonso Pena.