Material localizado parcialmente enterrado na Praia da Enseada chamou a atenção de trabalhadores da região e foi recolhido para investigação; avaliação inicial aponta origem ligada a mamíferos marinhos

Redação Publicado em 27/05/2026, às 15h31
Uma ossada de grandes dimensões foi descoberta na Praia da Enseada, em Guarujá, despertando a atenção de moradores e especialistas, que suspeitam se tratar de um cetáceo, mas a identificação exata da espécie é impossível devido ao estado de conservação.
O achado ocorreu quando um balconista notou uma estrutura incomum na areia e, após escavar, percebeu que se tratava de uma ossada, levando à intervenção do Instituto Gremar para análise.
A ossada foi recolhida para estudos e a instituição alertou a população sobre a importância de acionar equipes especializadas ao encontrar animais marinhos, evitando manuseio inadequado.
Uma ossada de grandes proporções encontrada parcialmente enterrada na areia de uma praia de Guarujá, no litoral paulista, mobilizou especialistas e despertou a curiosidade de moradores e trabalhadores da região. O material foi localizado na Praia da Enseada, próximo ao Morro do Maluf, e passou a ser analisado após uma avaliação inicial indicar possível ligação com um mamífero marinho de grande porte.
O achado ocorreu na última sexta-feira (22), quando o balconista Yago de Souza Nunes, de 30 anos, percebeu uma estrutura incomum surgindo da areia enquanto trabalhava em um quiosque da região.
Segundo relato, apenas uma pequena parte do material estava visível na superfície. Inicialmente, a suspeita era de que se tratasse de um tronco ou pedaço de madeira levado pela maré. A aparência, porém, chamou a atenção e motivou uma verificação mais detalhada.
À medida que retirava areia ao redor do objeto, o trabalhador percebeu que se tratava de uma estrutura óssea de grandes dimensões. O tamanho e o peso do material surpreenderam não apenas o jovem, mas também outros funcionários próximos ao local, que acompanharam a descoberta.
Após identificar que poderia se tratar de um material biológico de origem animal, o homem acionou o Instituto Gremar, organização que atua no monitoramento e atendimento de fauna marinha no litoral paulista.
Especialistas realizaram uma avaliação preliminar por meio de imagens e apontaram que as características observadas são compatíveis com estruturas ósseas pertencentes a cetáceos, grupo que reúne mamíferos marinhos como baleias, golfinhos e botos.
O Instituto Gremar confirmou posteriormente a hipótese inicial. No entanto, a instituição informou que o estado de conservação do material impossibilitou a identificação exata da espécie. A ossada foi recolhida e encaminhada para estudos e análises técnicas.
Especialistas destacam que correntes marítimas, ações das marés e processos naturais de decomposição podem transportar restos de animais marinhos por longas distâncias, fazendo com que estruturas ósseas cheguem às praias meses ou até anos após a morte do animal.
A instituição também reforçou orientações à população para casos semelhantes. Em situações envolvendo animais marinhos vivos, debilitados ou mortos encontrados na faixa de areia, a recomendação é evitar qualquer manuseio e acionar equipes especializadas para avaliação adequada.
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