Baixada Santista

Pane em elevadores na passarela da Alfândega força passageiros a subir escadas com bicicletas

Passageiros enfrentam escadas e dificuldades devido à falta de elevadores na Passarela da Alfândega em Santos, afetando idosos e pessoas com deficiência

Foto: Reprodução/ Prefeitura de Santos
Foto: Reprodução/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 20/08/2026, às 09h04


Usuários diários que dependem da passarela da Alfândega, no Centro Histórico de Santos, enfrentam uma rotina desgastante para acessar as barcas com destino ao distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Os dois elevadores destinados à acessibilidade de passageiros estão completamente inoperantes há cerca de 20 dias, forçando os pedestres a utilizarem unicamente os lances de escadas fixas da estrutura. O problema afeta diretamente idosos, pessoas com deficiência, mães e pais com bebês de colo, além de dezenas de trabalhadores que precisam subir e descer a estrutura carregando bicicletas pesadas e bagagens volumosas.

Procurada para prestar esclarecimentos sobre a interrupção do serviço, a Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou que os elevadores foram desligados no início do mês para a realização de reparos técnicos. A entidade portuária declarou que os orçamentos financeiros para as intervenções já foram finalizados e que negocia com a empresa terceirizada responsável o cronograma executivo. A expectativa é de que os trabalhos comecem na próxima semana, com previsão de conclusão estimada em aproximadamente 14 dias corridos.

Maresia, desgaste estrutural e liberação de rampa

Os consertos serão executados pela concessionária que detém o contrato para manutenções preventivas, corretivas e emergenciais do complexo. As equipes técnicas atuarão principalmente na recuperação de componentes e no tratamento contra a corrosão severa na estrutura metálica dos elevadores, agravada pela constante ação da maresia na região portuária.

Como medida paliativa durante o período de interdição dos elevadores, a APS liberou nesta quarta-feira (19) uma rampa de acesso específica para ciclistas. A alternativa busca amenizar o esforço físico dos passageiros que circulam sobre duas rodas, permitindo contornar a escadaria. A administração reforçou ainda que, por motivos de segurança viária e prevenção de acidentes, a antiga faixa de pedestres em nível que cruzava as linhas férreas e as vias perimetrais portuárias permanece permanentemente desativada.