Decisão da APS foi baseada em análise rigorosa e risco real de desabastecimento, garantindo combustível para os paulistas

Redação Publicado em 09/04/2026, às 09h31
O Porto de Santos precisou agir de forma estratégica para evitar um apagão de combustíveis nos postos de São Paulo. Nesta semana, a Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou que autorizou a atracação prioritária do navio MH Ibuki, carregado com cerca de 20 mil toneladas de gasolina, volume suficiente para encher aproximadamente 600 caminhões, tanque.
A medida excepcional foi tomada devido à instabilidade global causada pelo conflito entre EUA/Israel e o Irã, que gerou obstruções no Estreito de Ormuz e afetou o fornecimento mundial de petróleo.
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão passou por uma análise rigorosa das necessidades do país. A prioridade foi concedida após a Agência Nacional do Petróleo (ANP) atestar que havia um risco real de desabastecimento no Estado de São Paulo caso a carga demorasse a desembarcar.
Logística e operação de guerra
O combustível não veio de fora, mas sim de uma operação de cabotagem iniciada no Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia. O MH Ibuki concluiu a descarga de quase 18 mil toneladas de gasolina tipo A no Terminal de Granéis Líquidos da Alamoa (Tegla) no final de março. Essa manobra rápida garantiu que o combustível chegasse às distribuidoras a tempo de abastecer os postos paulistas, reduzindo o impacto direto no bolso e na rotina do consumidor.
A Diretoria de Operações (Diope) da APS ressaltou que, embora o momento seja crítico, nem todos os pedidos de prioridade são aceitos. Recentemente, a diretoria negou o pedido de outra empresa do setor. O motivo foi técnico: já havia outros seis navios com o mesmo produto aguardando na fila. "Se estamos priorizando o abastecimento de combustíveis, uma carga do mesmo tipo não pode simplesmente passar na frente da outra", afirmou o diretor de Operações, Beto Mendes.
Monitoramento do cenário internacional
Apesar da operação bem-sucedida, o Porto de Santos segue em estado de alerta. O cenário de guerra no Oriente Médio continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços e a logística de energia no Brasil. Com o anúncio de um cessar-fogo nesta terça-feira (7), a expectativa da APS é que o fluxo marítimo internacional comece a se normalizar, embora a vigilância sobre os estoques regionais permaneça redobrada.
A autorização especial para o MH Ibuki reforça o papel estratégico do complexo santista como regulador do abastecimento interno em tempos de crise global. A administração portuária informou que continuará analisando pedidos de prioridade caso a instabilidade no Estreito de Ormuz volte a ameaçar a segurança energética brasileira.
Leia também

Mais de 200 detentos não retornam após saída temporária de Natal e Ano Novo na Baixada Santista

A arte e o mistério das Gueixas

Polícia prende dois e fecha loja com cigarro, gás e joias roubadas em São Vicente

Briga entre adolescentes em frente à escola em Mongaguá

Empresário Giovani Borlenghi é citado no escândalo de R$ 5 milhões por semana no Porto de Santos

Idosa morre após ser atropelada em avenida

Guia registra encontro raro com onça-pintada durante trilha

Suspeito de importunação sexual contra adolescente nega crime e é liberado no litoral de SP

Morre Dozinho, primeiro prefeito eleito de Praia Grande e símbolo da história do município

Golfinhos encantam remadores e protagonizam espetáculo raro no litoral de SP