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Parceria entre Santos e Estado garante novas casas para moradores de cortiços e movimentos sociais

Com investimento de R$ 39,1 milhões, a Prefeitura e a Cohab buscam reduzir o déficit habitacional na cidade de Santos

Dois novos conjuntos habitacionais serão construídos no Centro de Santos, com foco em famílias de cortiços e movimentos de moradia - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos
Dois novos conjuntos habitacionais serão construídos no Centro de Santos, com foco em famílias de cortiços e movimentos de moradia - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 30/03/2026, às 09h13


O plano de dar uma nova cara ao Centro de Santos ganhou um impulso de peso nesta sexta-feira (27). A Prefeitura, em conjunto com a Cohab e a CDHU, oficializou a construção de dois novos conjuntos habitacionais na região. O investimento total chega a R$ 39,1 milhões e faz parte de uma estratégia maior para levar mais moradores para o coração da cidade, priorizando quem hoje vive em cortiços ou faz parte de movimentos de moradia.

Os contratos e as ordens de serviço foram assinados em uma cerimônia no Salão Nobre do Paço Municipal, selando a parceria com o Governo do Estado de São Paulo. Os empreendimentos, batizados de Santos L e Santos AG, prometem não apenas oferecer um teto, mas transformar a realidade social de dezenas de famílias que buscam segurança e qualidade de vida na área urbana.

Detalhes

O maior dos projetos é o Santos L, que será erguido na Avenida São Francisco, no bairro Paquetá. Com um investimento de R$ 30,5 milhões, o prédio terá 113 unidades habitacionais reservadas especificamente para famílias que saíram de cortiços. A previsão é que a obra leve cerca de dois anos para ficar pronta. Já o conjunto Santos AG ficará na Rua Visconde de Rio Branco e contará com 40 apartamentos voltados para integrantes de movimentos de moradia, com um custo de R$ 8,6 milhões e prazo de execução de 18 meses.

Segundo o prefeito Rogério Santos, esses projetos são passos concretos para reduzir o déficit de habitação na cidade. O presidente da Cohab Santista, Maurício Prado, reforçou que a assinatura é um marco para a revitalização do Centro, transformando projetos de papel em canteiros de obras reais. A ideia é ocupar áreas que já possuem toda a infraestrutura de transporte e serviços, evitando que imóveis fiquem abandonados e tragam insegurança para a vizinhança.

Reocupação do Centro

Essa iniciativa se soma a outros esforços recentes de reocupação da região central. Em novembro de 2025, a prefeitura entregou o Conjunto Santos I, com 50 casas, e já trabalha no projeto Santos AD, Retrofit. Este último é um modelo inovador que adapta prédios antigos para uso residencial, preservando a arquitetura histórica enquanto cria 36 novas moradias com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026.

Fazendo um balanço geral, Santos tem mostrado números expressivos na área: desde 2013, mais de 3.400 chaves já foram entregues à população. Atualmente, quase 400 unidades estão com as obras o mais rápido possível e mais de mil seguem em fase de contratação. Além das novas construções, a prefeitura também foca na regularização fundiária e em parcerias com o programa Minha Casa, Minha Vida, buscando garantir que o direito à moradia chegue a cada vez mais santistas.