Notícias

Parreira apresenta melhora em quadro pulmonar e respira sem ajuda de aparelhos na UTI

Após tratamento de quimioterapia, ex-treinador está internado na UTI, mas apresenta melhora significativa em seu quadro clínico

Com 83 anos, o veterano do futebol brasileiro respira sem aparelhos e continua sob monitoramento médico intensivo - Foto: Reprodução
Com 83 anos, o veterano do futebol brasileiro respira sem aparelhos e continua sob monitoramento médico intensivo - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 25/06/2026, às 09h30


O histórico comandante da conquista do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira em 1994 reapareceu recentemente em uma gravação de vídeo para saudar a chegada do técnico italiano Carlo Ancelotti à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Diretamente dos Estados Unidos, o veterano do futebol demonstrou seu apoio ao novo ciclo da equipe verde e amarela. Essa participação especial aconteceu um ano após ele ter passado por um intenso tratamento de quimioterapia para combater um linfoma de Hodgkin, diagnosticado em 2024.

Agora, aos 83 anos, o ex-treinador enfrenta um novo desafio de saúde em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Internado no Hospital Samaritano Barra para tratar uma inflamação pulmonar, o quadro clínico do veterano apresentou uma evolução importante nas últimas horas. De acordo com o boletim oficial divulgado pela equipe médica nesta terça-feira (23), ele começou a respirar por conta própria, sem a necessidade de suporte de aparelhos de ventilação mecânica.

Apesar da melhora significativa e de estar totalmente consciente e lúcido, os profissionais ressaltaram que ele ainda demanda monitoramento contínuo e cuidados intensivos. Por conta disso, os médicos decidiram manter o paciente na ala de tratamento crítico e informaram que não existe uma estimativa ou previsão de alta da UTI para os próximos dias.

Uma trajetória lendária nos gramados do Mundial

A história do ex-comandante se confunde com as maiores glórias do futebol nacional ao longo de mais de cinco décadas de dedicação ao esporte. Sua caminhada vitoriosa nos bastidores da Seleção Brasileira começou muito antes de levantar a taça nos Estados Unidos. Ele iniciou sua jornada na comissão técnica como preparador físico do histórico time do tricampeonato em 1970, trabalhando ao lado do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo na inesquecível campanha no México.

Quase duas décadas e meia depois, assumiu o comando principal e liderou o elenco que quebrou o jejum de 24 anos sem títulos mundiais. A parceria de sucesso com Zagallo se repetiu no torneio de 2006, na Alemanha, onde os papéis se inverteram: ele atuou como técnico principal e o velho amigo foi seu auxiliar no banco de reservas. Sua última grande contribuição oficial para a equipe brasileira ocorreu em 2014, quando exerceu a função de coordenador técnico no grupo liderado por Luiz Felipe Scolari.

Além do forte vínculo construído com a camisa canarinho, o profissional construiu uma carreira internacional de enorme prestígio no mercado do exterior. Ele detém um recorde expressivo ao comandar quatro seleções diferentes em edições de Copas do Mundo. O treinador esteve à frente do Kuwait no ano de 1982, liderou os Emirados Árabes Unidos em 1990, comandou a Arábia Saudita em 1998 e, por fim, foi o comandante da África do Sul durante a edição de 2010, quando o país africano sediou o torneio.