Cidade registra 101 mm de chuva e ativa abrigo para famílias afetadas

Redação Publicado em 12/03/2026, às 11h37
A cidade de Peruíbe reviveu momentos de tensão nesta semana devido ao forte volume de água que atingiu o litoral sul. Após registrar o maior acumulado de chuva de todo o estado de São Paulo na última quarta-feira (11), com a marca impressionante de 101 milímetros apenas no bairro Parque do Trevo, cerca de 60 pessoas precisaram abandonar suas residências às pressas. O solo encharcado e os pontos de inundação forçaram a prefeitura a ativar um plano de contingência para garantir a segurança dos moradores que vivem em áreas mais vulneráveis.
Segundo a administração municipal, as famílias que tiveram suas casas invadidas pela água ou que residem em locais com risco estrutural foram encaminhadas para um abrigo montado na Escola Agrícola. No local, as equipes da Secretaria de Assistência Social e da Defesa Civil oferecem suporte completo, incluindo alimentação, kits de higiene e acompanhamento básico. Embora o cenário seja de alerta máximo, a boa notícia é que, até o fechamento deste balanço, não houve registro de feridos ou ocorrências de extrema gravidade, como desabamentos.
Monitoramento e suporte estadual
A Defesa Civil de Peruíbe mantém um monitoramento permanente, cruzando dados próprios com as informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O órgão confirmou que a cidade foi o epicentro das chuvas no estado durante este período, o que justifica a saturação rápida dos sistemas de drenagem em bairros periféricos. A situação é agravada pela geografia da região, que muitas vezes sofre com o represamento da água da chuva quando a maré está alta, dificultando o escoamento natural para o mar.
Este novo episódio ocorre pouco tempo após uma crise ainda maior enfrentada pelo município. No final de fevereiro, Peruíbe sofreu com um temporal avassalador que deixou mais de 350 pessoas desabrigadas, exigindo o envio de ajuda humanitária por parte do Governo do Estado. A recorrência desses eventos em um curto intervalo de tempo mantém a prefeitura em estado de atenção constante, já que a estrutura urbana ainda se recuperava dos danos causados pela tempestade anterior.
Recomendações aos moradores
As equipes de resgate seguem percorrendo as áreas afetadas para identificar outras famílias que possam precisar de remoção preventiva. A orientação da prefeitura é que as pessoas não tentem atravessar ruas alagadas, devido ao risco de doenças e acidentes ocultos sob a água. Quem notar rachaduras em paredes ou movimentação de terra nos quintais deve sair imediatamente do imóvel e entrar em contato com a Defesa Civil.
A previsão para os próximos dias ainda indica possibilidade de chuvas isoladas, o que mantém o sinal de alerta ligado para quem mora próximo a canais ou encostas. A Escola Agrícola continuará operando como base de apoio por tempo indeterminado, até que o nível da água baixe e as residências sejam vistoriadas e consideradas seguras para o retorno. A prefeitura também reforça que doações de roupas e alimentos podem ser entregues nos pontos oficiais de arrecadação para auxiliar as famílias acolhidas.
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