studo desenvolvido por pesquisadores da Unifesp encontrou indícios inéditos de reprodução do tubarão-mangona no Arquipélago de Alcatrazes, reforçando a importância da preservação marinha

Redação Publicado em 20/05/2026, às 13h48
Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo revelou que o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes é utilizado pelo tubarão-mangona como área de reprodução, destacando a importância dessa região para a preservação da espécie criticamente ameaçada.
O estudo, realizado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha, identificou comportamentos inéditos, como a presença de fêmeas grávidas, indicando que a área é crucial para o ciclo de vida dos tubarões, que enfrentam ameaças como a pesca incidental.
Os pesquisadores utilizaram tecnologia de observação subaquática para coletar dados sem interferir no ambiente, reforçando a importância das áreas de proteção ambiental na recuperação de populações marinhas ameaçadas.
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trouxe novos dados sobre a preservação da vida marinha no litoral paulista. O estudo apontou que o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, localizado no litoral norte do Estado, vem sendo utilizado pelo tubarão-mangona (Carcharias taurus) como área de reprodução e desenvolvimento da espécie.
Os resultados foram obtidos por pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha do Instituto do Mar da Unifesp, campus Baixada Santista. Considerado criticamente ameaçado de extinção, o tubarão-mangona sofre impactos relacionados à pesca incidental e à degradação de habitats naturais.
Durante o monitoramento, os pesquisadores registraram comportamentos considerados inéditos para a espécie. Entre eles, foram identificadas fêmeas grávidas e animais com marcas associadas ao período reprodutivo, indícios que apontam para o uso da região em etapas fundamentais do ciclo de vida dos tubarões.
Para a coleta de dados, a equipe utilizou uma tecnologia de observação subaquática com câmeras remotas equipadas com iscas. O método permitiu acompanhar a movimentação dos animais em diferentes épocas do ano sem interferência direta no ambiente marinho.
Além de registrar novas informações sobre a espécie, o levantamento reforça o papel estratégico das áreas de proteção ambiental na recuperação de populações marinhas ameaçadas.
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