Vítima relata momentos de terror e recebe ameaças mesmo após a fuga do agressor, que ainda não foi localizado pelas autoridades

Redação Publicado em 01/04/2026, às 10h35
O que deveria ser um momento de lazer terminou em violência e pânico na Praia do Guaratuba, em Bertioga, no último domingo (29). Um homem de 48 anos é investigado pela Polícia Civil após ameaçar e agredir a namorada, de 34 anos, durante um passeio de moto aquática. De acordo com o boletim de ocorrência, após uma discussão, o suspeito teria derrubado a mulher no mar e passado a proferir ameaças graves enquanto ela ainda estava na água.
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada por volta das 15h20 para atender a ocorrência. No local, a vítima relatou momentos de terror: além de ser jogada da embarcação, ela afirmou que o companheiro tentou enforcá-la.
Após as agressões, o homem ainda conduziu a moto aquática de forma imprudente em alta velocidade, realizando manobras arriscadas extremamente próximas a banhistas, colocando em risco a vida de terceiros que estavam no local.
Manobras arriscadas
Imagens obtidas pela reportagem confirmam o relato de imprudência. Os vídeos mostram o condutor pilotando em velocidade incompatível com a proximidade da areia, fazendo curvas bruscas e movimentos perigosos a poucos metros de pessoas que nadavam na região. Após o episódio de violência e as manobras no mar, o suspeito abandonou o local antes da chegada das autoridades e ainda não foi localizado.
Mesmo após a fuga do agressor, a vítima continuou recebendo mensagens de ameaça em seu celular. Com medo, ela solicitou apoio da GCM para conseguir retirar seus pertences do local onde estavam hospedados. A mulher, que não reside em Bertioga, foi encaminhada ao pronto-socorro para exames e, posteriormente, levada à delegacia para registrar a ocorrência.
Investigação
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado na Delegacia de Bertioga como ameaça e violência doméstica. A vítima informou que pretende solicitar uma medida protetiva de urgência assim que chegar à sua cidade de origem. Após prestar depoimento e passar pelo Complexo de Segurança, ela retornou para casa por meio de transporte por aplicativo.
As autoridades agora trabalham na identificação formal do veículo e na localização do suspeito. A Marinha do Brasil também pode ser acionada para apurar as infrações de tráfego aquaviário, uma vez que as manobras perigosas desrespeitaram as normas de segurança de navegação e colocaram banhistas em risco real de atropelamento.
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