Acidente

Piloto de paramotor morre após acidente em Itanhaém; família suspeita de linha chilena

Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, sofreu queda de cerca de 10 metros no domingo (23), foi socorrido e transferido entre hospitais, mas morreu na segunda-feira (24), em Santos

Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, morreu na segunda-feira (24), um dia após sofrer uma queda de aproximadamente 10 metros durante um voo de paramotor em Itanhaém - Imagem: Arquivo Pessoal
Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, morreu na segunda-feira (24), um dia após sofrer uma queda de aproximadamente 10 metros durante um voo de paramotor em Itanhaém - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 26/08/2026, às 16h02


O piloto de paramotor Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, faleceu após uma queda em Itanhaém, São Paulo, que pode ter sido causada por uma linha de pipa que atingiu seu equipamento, levando à perda de sustentação durante o voo.

Adriano, que praticava o esporte há dois anos, sofreu múltiplos traumas e foi socorrido, mas não sobreviveu; a causa do acidente ainda está sendo investigada, sem confirmação oficial sobre a linha cortante mencionada por testemunhas.

A Prefeitura de Itanhaém proíbe o uso de materiais cortantes em pipas e a Guarda Civil não recebeu denúncias sobre o uso de cerol no dia do acidente, enquanto a investigação busca esclarecer as circunstâncias da queda e a responsabilidade pelo incidente.

O piloto de paramotor Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, morreu na segunda-feira (24) após permanecer internado em decorrência de uma queda de aproximadamente 10 metros ocorrida no dia anterior, na praia do Bopiranga, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Morador de Cubatão, ele praticava o esporte havia cerca de dois anos. Familiares e o instrutor que acompanhava o voo suspeitam que uma linha chilena de pipa tenha atingido o equipamento e provocado a perda de sustentação, hipótese que ainda integra as circunstâncias a serem esclarecidas.

Adriano foi socorrido com vida após o acidente de domingo (23). Segundo a Prefeitura de Itanhaém, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou trauma com hematoma frontal, fratura na tíbia e escoriações. Os socorristas realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar e encaminharam o piloto ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande.

Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital Ana Costa, em Santos, onde a morte foi constatada na segunda-feira. O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial de Santos, município onde Adriano morreu.

O instrutor de voo Reinaldo Sanches acompanhava Adriano no momento do acidente e afirma ter presenciado a queda. Segundo ele, uma linha de pipa teria atingido o velame, estrutura de tecido que funciona como a asa do paramotor, percorrido parte do material e provocado um corte. O velame depende do fluxo de ar para permanecer inflado e gerar a sustentação necessária ao voo. Na versão apresentada pelo instrutor, o dano teria comprometido essa sustentação antes da queda.

Reinaldo também registrou em vídeo o estado em que o equipamento ficou após o acidente. A informação de que se tratava de uma linha chilena é atribuída à família e ao instrutor. Não há, nas informações divulgadas, resultado pericial que confirme oficialmente a causa do acidente.

Adriano morava em Cubatão e havia se deslocado até Itanhaém para praticar paramotor, atividade que fazia havia aproximadamente dois anos. Segundo Reinaldo, o piloto havia realizado a formação sob sua orientação e já tinha condições técnicas para voar sozinho. No domingo, o instrutor acompanhava o voo não como responsável por uma aula, mas em razão da amizade construída entre os dois. A viúva, Ivaneide da Silva Vicente, afirmou que recebeu do instrutor a notícia sobre o acidente.

A Prefeitura de Itanhaém informou que a legislação municipal proíbe o uso, o fornecimento e a comercialização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes aplicados em pipas ou objetos semelhantes. A administração municipal também ressaltou que pais ou responsáveis legais podem responder civilmente por atos praticados por menores sob sua responsabilidade, conforme previsto no Código Civil.

A Guarda Civil Municipal informou que não recebeu denúncias relacionadas ao uso de cerol ou de outras linhas cortantes no domingo em que ocorreu o acidente. Até o momento, não há informação sobre a identificação de eventual responsável pela linha mencionada pela família e pelo instrutor.

Após a morte de Adriano, Reinaldo voltou a alertar para os riscos provocados por linhas com materiais cortantes, especialmente para motociclistas, ciclistas e praticantes de modalidades aéreas em baixa altitude. No caso do paramotor, qualquer dano significativo ao velame pode comprometer a sustentação do equipamento.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da queda e verificar se uma linha de pipa teve participação efetiva no acidente que terminou com a morte do piloto.