Sessão deve se estender por dois dias e reúne testemunhas, réu e debates sobre perícia que reabriu o caso

Redação Publicado em 04/03/2026, às 19h59
O julgamento do policial militar Luis de Farias Pacheco, acusado de matar a menina Hillary Souza Valadares em 2019, começou no Fórum de Peruíbe e deve durar até quinta-feira, com nove testemunhas sendo ouvidas.
O incidente ocorreu durante uma perseguição policial, onde a criança foi atingida na cabeça por um disparo enquanto estava no carro da família, levando à reabertura do inquérito após um laudo pericial que sugeriu a possibilidade de que o tiro tivesse vindo da arma do policial.
Atualmente, o policial responde ao processo em liberdade e a defesa argumenta que não há provas conclusivas ligando o disparo à sua arma, enquanto o caso continua a gerar mobilização na comunidade e atenção pública.
Teve início nesta quarta-feira (4), no Fórum de Peruíbe, o julgamento do policial militar Luis de Farias Pacheco, denunciado pelo Ministério Público sob acusação de ter efetuado o disparo que matou a pequena Hillary Souza Valadares, então com dois anos, em 2019. O caso é analisado pelo Tribunal do Júri e a previsão é de que os trabalhos se estendam até quinta-feira (5).
Ao longo da sessão, nove testemunhas devem ser ouvidas entre acusação e defesa. O interrogatório do réu está previsto para ocorrer por videoconferência. Atualmente, o policial responde ao processo em liberdade e segue vinculado à corporação.
O episódio ocorreu durante uma perseguição policial registrada em fevereiro de 2019. Na ocasião, houve troca de tiros após um roubo de veículo. A criança foi atingida na cabeça enquanto estava dentro do carro da família, que passava pela região no momento do confronto.
Inicialmente arquivado, o inquérito foi reaberto após a apresentação de um laudo pericial particular contratado pelos familiares da vítima. O documento apontou a possibilidade de o disparo ter partido da arma do policial, o que levou à retomada da ação penal.
Em manifestações anteriores, o advogado que representa a família sustenta que houve violação dos protocolos da corporação ao se atirar contra um veículo em movimento em área urbana. Já a defesa afirma que não há comprovação técnica definitiva que vincule o projétil à arma do acusado e sustenta que o disparo teria ocorrido após o agente ouvir tiros vindos de outro automóvel.
O caso mobilizou a comunidade à época e voltou a ganhar repercussão com a retomada do processo e a decisão de levar o réu a julgamento popular.
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