Estrutura erguida sobre palafitas ocupava Área de Preservação Permanente e foi demolida durante fiscalização da corporação

Redação Publicado em 29/06/2026, às 11h04
Uma construção irregular em um manguezal de Santos foi demolida pela Polícia Militar Ambiental durante uma operação de fiscalização, devido a danos causados à vegetação e à ocupação de uma Área de Preservação Permanente.
A estrutura, construída sobre palafitas e com aterro irregular, estava comprometendo o equilíbrio ambiental, o que levou à ação para evitar a expansão da ocupação e proteger o ecossistema local.
A operação faz parte de um esforço contínuo para combater ocupações clandestinas em áreas sensíveis, com a Polícia Ambiental destacando a importância dos manguezais na biodiversidade e na proteção costeira, além de advertir sobre as sanções para intervenções não autorizadas.
Uma construção irregular instalada em um trecho de manguezal de Santos foi demolida pela Polícia Militar Ambiental durante uma operação de fiscalização realizada no sábado (27). Segundo a corporação, a estrutura ocupava uma Área de Preservação Permanente (APP) e fazia parte de uma intervenção ilegal que provocava danos à vegetação típica do ecossistema.
Durante a vistoria, os policiais constataram que o local continuava recebendo aterro irregular sobre a área de mangue, prática considerada prejudicial ao equilíbrio ambiental e proibida pela legislação. Conforme a Polícia Militar Ambiental, esse tipo de intervenção compromete a preservação de um dos ecossistemas mais importantes da região costeira.
Na área fiscalizada, as equipes localizaram uma edificação construída sobre palafitas, utilizando materiais improvisados. Diante da ocupação irregular e da continuidade das intervenções ambientais, a estrutura foi demolida para impedir a expansão da ocupação e evitar novos impactos ao manguezal.
A Polícia Militar Ambiental informou que a ação faz parte das operações permanentes de fiscalização voltadas à proteção das Áreas de Preservação Permanente e ao combate às ocupações clandestinas em regiões ambientalmente sensíveis do litoral paulista.
Segundo a corporação, os manguezais desempenham papel essencial na manutenção da biodiversidade, funcionando como berçário natural para diversas espécies de peixes, crustáceos e aves, além de contribuírem para a proteção da linha costeira e para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
A Polícia Ambiental também reforçou que intervenções sem autorização em áreas protegidas configuram infrações ambientais e podem resultar em sanções administrativas, além das responsabilidades previstas na legislação ambiental. As fiscalizações continuarão sendo intensificadas para coibir novas ocupações irregulares e preservar os recursos naturais da região.
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