Meio ambiente

Polícia Civil investiga suspeita de poluição ambiental em usina de resíduos de Itanhaém

Vistoria identificou indícios de falhas no manejo de chorume e em estrutura de esgoto; amostras coletadas serão submetidas à perícia para apurar possível contaminação do Rio Aguapeú

Polícia Civil realizou vistoria após denúncias de moradores e coletou amostras que serão analisadas para verificar possível contaminação ambiental no Rio Aguapeú - Imagem: Reprodução / TV Tribuna
Polícia Civil realizou vistoria após denúncias de moradores e coletou amostras que serão analisadas para verificar possível contaminação ambiental no Rio Aguapeú - Imagem: Reprodução / TV Tribuna

Redação Publicado em 03/07/2026, às 16h55


A Polícia Civil investiga uma usina de tratamento de resíduos em Itanhaém, São Paulo, após denúncias de despejo de líquido escuro no Rio Aguapeú e morte de peixes, o que pode configurar crime ambiental.

Durante a vistoria, foram encontradas irregularidades no manejo de chorume e uma tubulação suspeita, além de amostras coletadas para análise que podem confirmar a contaminação ambiental.

A Prefeitura de Itanhaém acompanha o caso e pode instaurar processo administrativo se houver infrações, enquanto a usina se declarou surpresa com a investigação e iniciou apuração interna dos fatos.

A Polícia Civil apura uma possível ocorrência de crime ambiental envolvendo uma usina de tratamento de resíduos instalada em Itanhaém, no litoral paulista. A investigação teve início após denúncias apresentadas por moradores, que relataram o despejo de um líquido escuro e com forte odor nas águas do Rio Aguapeú, além do aparecimento de peixes mortos na região.

Durante uma vistoria realizada por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, na última quinta-feira (2), foram identificadas irregularidades relacionadas ao manejo de chorume e a uma caixa de esgoto nas proximidades da unidade investigada. As constatações levaram a Polícia Civil a solicitar à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão contra a empresa responsável pela operação da usina.

Segundo a corporação, os policiais também localizaram, em meio à vegetação às margens do rio, uma tubulação apontada por moradores como possível origem do despejo irregular. Conforme os investigadores, a estrutura apresentava características de instalação antiga, informação que será considerada durante o andamento da apuração.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foram coletadas amostras em três pontos distintos onde havia indícios de irregularidades. O material foi encaminhado para análise do setor de criminalística, que deverá identificar a composição dos resíduos encontrados e verificar se houve contaminação ambiental.

As denúncias surgiram após moradores relatarem a presença constante de um líquido de coloração escura sendo lançado em direção ao Rio Aguapeú. Os relatos também mencionam forte odor nas proximidades e a morte de peixes, fatos que motivaram a intensificação das diligências por parte das autoridades.

Em nota, a Prefeitura de Itanhaém informou que acompanha o caso e afirmou que, caso seja comprovada alguma infração ambiental, será instaurado processo administrativo, além do acionamento dos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.

A Usina Brasil Tecnologia Ambiental declarou ter recebido com surpresa a decisão relacionada ao pedido de busca e apreensão. A empresa informou que iniciou uma apuração interna para verificar os fatos apontados pela investigação e ressaltou que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

O resultado das análises periciais será um dos principais elementos para determinar se houve lançamento irregular de resíduos no curso d'água e eventual responsabilização administrativa, civil ou criminal dos envolvidos.