Violência

Polícia prende grupo investigado por exploração sexual de adolescentes em troca de benefícios materiais

Investigações apontam que vítimas em situação de vulnerabilidade eram aliciadas por meio de promessas de ajuda às famílias

Operação policial cumpriu mandados após investigação identificar suspeita de exploração sexual de adolescentes em situação de vulnerabilidade - Imagem: Polícia Civil/Divulgação
Operação policial cumpriu mandados após investigação identificar suspeita de exploração sexual de adolescentes em situação de vulnerabilidade - Imagem: Polícia Civil/Divulgação

Redação Publicado em 16/05/2026, às 16h27


Quatro homens foram presos na Baixada Santista sob suspeita de exploração sexual de adolescentes em situação de vulnerabilidade, após uma investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Peruíbe que começou em fevereiro deste ano.

As investigações revelaram que adolescentes eram aliciados com promessas de benefícios materiais, como móveis e utensílios domésticos, e um dos suspeitos se aproximava das famílias para criar vínculos antes de encaminhar as vítimas a outros envolvidos.

Os suspeitos, com idades entre 54 e 76 anos, enfrentam acusações de estupro de vulnerável e exploração sexual, e foram encaminhados para procedimentos legais, permanecendo à disposição da Justiça enquanto suas defesas não foram identificadas.

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de quatro homens investigados por suspeita de exploração sexual de adolescentes em situação de vulnerabilidade social na Baixada Santista. As prisões aconteceram entre as cidades de Itariri, Peruíbe e Praia Grande, após uma investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe.

Segundo a corporação, as apurações tiveram início em fevereiro deste ano e identificaram um possível esquema no qual adolescentes eram aliciados por meio de promessas de benefícios oferecidos às famílias. Entre os itens citados pela investigação estão móveis, botijões de gás, utensílios domésticos e outros tipos de auxílio material.

De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados atuava diretamente na aproximação com os familiares das vítimas, criando vínculos e oferecendo ajuda antes do suposto encaminhamento dos adolescentes aos demais envolvidos.

As investigações também apontaram que parte dos crimes teria ocorrido em uma chácara localizada em Itariri, apontada como um dos locais utilizados pelo grupo.

Os suspeitos, com idades entre 54 e 76 anos, foram alvo de mandados judiciais relacionados aos crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças, adolescentes e vulneráveis, aliciamento para fins sexuais e crimes ligados à pornografia infantil.

A Polícia Civil informou que os investigados foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, impossibilitando a localização das defesas até a publicação desta reportagem.