Hidrovia promete reduzir custos de transporte, beneficiando o agronegócio e aumentando a competitividade do Brasil

Redação Publicado em 30/03/2026, às 08h43
O Porto de Santos agora faz parte oficialmente de um grupo estratégico que vai decidir o futuro de uma das rotas de transporte mais importantes do Brasil: a Hidrovia do Rio Madeira. A Autoridade Portuária de Santos (APS) foi convidada para integrar um comitê que vai analisar os impactos na natureza e discutir como será a gestão desse caminho por onde passam toneladas de produtos. A ideia é que a experiência do maior porto da América Latina ajude a transformar o rio em um corredor logístico moderno para levar soja e milho aos Estados Unidos e à Europa.
Para representar Santos nessa missão, foi escalado o superintendente de meio ambiente da APS, Sidnei Aranha. Ele esteve em Porto Velho na última segunda-feira (23) para o pontapé inicial do comitê, batizado de Com-Madeira.
Durante a viagem, ele conversou com engenheiros, empresários e até visitou comunidades ribeirinhas para entender de perto a realidade do local. Aranha destacou que o Porto de Santos "pulsa através das pessoas" e que essa parceria é uma forma de usar o que o Brasil produz para cuidar de quem constrói o país.
Combate a boatos
Um dos grandes desafios desse novo grupo será limpar a área quando o assunto são as "fake news". Tem circulado muita informação errada sobre o que vai acontecer com o Rio Madeira. O superintendente de Santos fez questão de deixar claro que a história de que o rio será privatizado é pura invenção. Segundo ele, quem mora na região e usa o rio para pescar, ir à escola ou se deslocar no dia a dia não vai pagar nem um centavo de pedágio. Essa isenção já está garantida no projeto que está sendo analisado pela Antaq.
Mas então, quem é que vai pagar a conta dessa obra toda? De acordo com os planos, os custos de implantação da hidrovia serão bancados por quem realmente ganha dinheiro transportando grandes cargas, como as empresas de soja, milho, combustíveis e fertilizantes. O projeto não é uma privatização, mas sim uma concessão que vai trazer equipamentos de segurança e sinalização que hoje fazem falta para quem navega por aquelas águas.
Peso da logística para o agronegócio
A pressa para tirar a hidrovia do papel tem um motivo bem claro: a produção de grãos no Norte e Centro-Oeste não para de crescer, mas esbarra na falta de caminhos eficientes para chegar aos navios. Atualmente, o transporte por caminhões é caro e lento, o que acaba tirando a competitividade do produto brasileiro lá fora. Com a hidrovia funcionando a pleno vapor, o custo do frete deve cair, beneficiando toda a cadeia produtiva.
O encontro em Porto Velho reuniu gente de vários setores, desde o DNIT e secretarias municipais até federações do comércio. A união de forças entre o Porto de Santos e os órgãos de Rondônia é vista como um passo decisivo para gerar desenvolvimento e novas oportunidades de emprego na região. A expectativa agora é que os debates técnicos avancem para garantir que o progresso chegue respeitando o meio ambiente e a vida de quem depende do 17º maior rio do mundo.
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