Infraestrutura e Economia

Porto de Santos quebra recorde histórico de cargas e amplia peso no comércio exterior

Maior complexo portuário da América do Sul superou o desempenho de 2024, bateu novo recorde em contêineres e consolidou liderança nas exportações brasileiras em 2025.

Porto de Santos alcançou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história - Imagem: Reprodução
Porto de Santos alcançou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 18/01/2026, às 16h50


O Porto de Santos alcançou em 2025 a maior movimentação de cargas de sua história, com 186,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% em relação a 2024, quando havia registrado 179,8 milhões de toneladas.

Do total movimentado no ano, 137,4 milhões de toneladas foram exportadas e 49 milhões importadas, ambos os fluxos em alta. O desempenho reforça o papel estratégico do porto para a economia brasileira e para o escoamento da produção nacional.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), o resultado é reflexo de investimentos recentes em infraestrutura, aumento de eficiência operacional e da sequência de recordes mensais ao longo do ano. Em novembro, por exemplo, a movimentação cresceu 16% na comparação com o mesmo mês de 2024.

A carga conteinerizada também atingiu um novo patamar histórico. Foram 5,9 milhões de TEU, o equivalente a 62,3 milhões de toneladas, consolidando Santos como o principal hub logístico do país. Entre os granéis sólidos, o complexo soja foi o principal motor do crescimento, com 44,9 milhões de toneladas de um total de 94,5 milhões, enquanto a celulose avançou 21,5%, chegando a 9,9 milhões de toneladas.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, algumas cargas registraram retração, como o açúcar (-10,8%), o milho (-4,6%) e os granéis líquidos (-6,3%). A APS destacou, no entanto, uma recuperação expressiva em dezembro, quando os granéis sólidos cresceram 36,7% e o milho avançou 44,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Até dezembro, o Porto de Santos respondeu por 29,6% da corrente comercial brasileira em valor FOB. A China manteve-se como principal parceira comercial, concentrando 29,6% das transações. Ao longo do ano, 5,7 mil embarcações atracaram no complexo portuário, aumento de 2,7% na comparação anual.