Calçadas ganham contrapiso reforçado para evitar buracos, além de melhorias na drenagem e troca de granito dos canteiros

Redação Publicado em 19/06/2026, às 11h27
O coração do Gonzaga está passando por uma reforma caprichada e cheia de cuidados. As obras para recuperar a icônica Praça da Independência estão a todo vapor, e quem passa pelo local já consegue notar as primeiras mudanças. A equipe responsável já terminou de retirar as partes do chão que estavam ruins, lavou tudo e jogou o concreto novo na parte alta, bem ali onde fica o monumento central. Agora, o foco principal é salvar o tradicional calçamento de mosaico português, que é uma das marcas registradas da história do nosso cartão-postal.
Os operários estão trabalhando duro na limpeza das pedrinhas, tirando aquele mato que insiste em crescer nos vãos com o passar do tempo e fazendo uma base nova de concreto por baixo para que o chão não fique afundando. De quebra, o sistema de escoamento da água da chuva também vai ganhar um trato para evitar poças d'água no futuro.
Quebra-cabeça de pedra feito à mão
Cuidar desse piso antigo não é tão simples quanto parece. O trabalho é totalmente artesanal e segue regras rígidas: cada pedrinha que precisa ser tirada do lugar é anotada e guardada para ser recolocada na posição exata, mantendo o desenho original idêntico ao que sempre foi. Os profissionais vão encaixando pedra por pedra na mão, como se fosse um quebra-cabeça gigante.
Além do chão de pedras pretas e brancas, o projeto de cara nova da praça inclui trocar as bordas de granito dos canteiros de flores, que já estavam bem gastas pelo tempo, renovar todas as plantas e dar uma geral na estátua que fica no meio da praça.
Próximos passos e a fiscalização de olho no patrimônio
Neste momento, a correria está concentrada na calçada de fora do lado leste, que é o pedaço que vai no sentido do Centro para a praia. Ao mesmo tempo, o pessoal está preparando a base do chão perto da estátua, e a meta é terminar de colar as pedras portuguesas desse miolo até o começo de agosto. O chefe da Prefeitura Regional da Orla, Rodrigo Câmara, explicou que esse tipo de serviço exige muita paciência e encaixe perfeito, por isso demora mais do que uma obra de asfalto comum.
Como a praça é um patrimônio histórico oficial, o pessoal do Condepasa (o conselho que protege a cultura local) fica vigiando os trabalhos o tempo todo. O arquiteto do órgão, Gustavo Nunes, reforçou que o espaço tem um valor afetivo enorme para todo santista, e por isso eles cobram total fidelidade aos desenhos antigos. Nos próximos dias, a colocação dos pisos novos começa a avançar para o lado oeste, perto da ciclovia, e depois vai para a parte de dentro da praça. Se tudo correr bem e o tempo ajudar, a prefeitura planeja entregar a praça inteirinha e renovada em cerca de cinco meses.
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