Guarda Ambiental

Praia Grande amplia combate a construções irregulares e remove 37 estruturas em áreas protegidas

O aumento nas demolições é resultado de operações integradas e uso de tecnologia avançada, como drones e imagens de satélite.

Imagem: Reprodução / Prefeitura de Praia Grande
Imagem: Reprodução / Prefeitura de Praia Grande

Otávio Alonso Publicado em 01/03/2026, às 22h44


A Guarda Ambiental de Praia Grande removeu 37 construções irregulares em áreas de preservação em 2026, um aumento significativo em relação às 14 demolições do ano anterior, visando conter ocupações clandestinas e proteger o meio ambiente.

A Guarda Ambiental de Praia Grande removeu 37 construções subnormais neste ano em áreas de preservação permanente, reservas legais e faixas não edificantes do município, no litoral de São Paulo, para conter ocupações irregulares e evitar a expansão de núcleos clandestinos; as ações ocorreram ao longo de 2026, em diferentes pontos considerados críticos, por meio de operações integradas com outros órgãos e com uso de tecnologia de monitoramento, como drones e imagens de satélite, com o objetivo de proteger o meio ambiente e impedir novos danos ambientais.

O volume de demolições já realizadas chama a atenção porque, no mesmo período do ano passado, haviam sido registradas 14 ocorrências. A ampliação é atribuída ao reforço das operações conjuntas com órgãos seccionais. A expectativa da corporação é encerrar o ano com pelo menos 60 forças-tarefas executadas.

Combate à expansão irregular

O biólogo e inspetor-chefe da Guarda Ambiental, Fábio Barbatano Marques, explicou que as ações de congelamento buscam impedir tanto a ampliação de áreas já ocupadas irregularmente quanto o surgimento de novos aglomerados subnormais.

Segundo ele, o enfrentamento ao desmatamento é um dos pilares centrais da atuação da equipe. Ele destacou que as florestas exercem papel essencial como reguladoras ambientais e que sua preservação é determinante para o enfrentamento das mudanças climáticas, manutenção da biodiversidade e garantia de recursos naturais.

Fábio Barbatano Marques ressaltou ainda que os municípios da Baixada Santista compartilham o mesmo bioma, o que exige fiscalização fortalecida e integrada para enfrentar problemas ambientais comuns à região.