Alta impulsionada pela crise global do cacau eleva valores na Baixada Santista e muda hábitos de consumo

Redação Publicado em 30/03/2026, às 15h27
Os preços dos ovos de Páscoa na Baixada Santista devem aumentar em média 17,8% em relação ao ano anterior, devido a fatores do cenário internacional que afetam a oferta de cacau.
A escassez de cacau é atribuída a problemas climáticos e doenças em lavouras africanas, resultando em custos mais altos que impactam toda a cadeia produtiva de chocolate.
Os consumidores estão sendo aconselhados a pesquisar preços e antecipar compras, enquanto a tendência é de uma busca por opções mais econômicas e alternativas artesanais devido ao encarecimento dos produtos.
Os consumidores da Baixada Santista devem encontrar ovos de Páscoa significativamente mais caros neste ano. Um levantamento recente aponta aumento médio de 17,8% nos preços em relação ao período anterior, refletindo impactos diretos do cenário internacional.
A principal explicação para a alta está na redução da oferta global de cacau, matéria-prima essencial para a produção de chocolate. Problemas climáticos e doenças em lavouras de países africanos, principais produtores mundiais, têm comprometido a safra e pressionado os custos em toda a cadeia produtiva.
Com isso, os valores ao consumidor final apresentam grande variação. Há produtos que chegam a custar até R$ 799 por quilo, enquanto opções mais simples permanecem em faixas inferiores, ampliando a diferença entre marcas e categorias. Fatores como qualidade do chocolate, brindes e licenciamento de personagens também influenciam diretamente no preço.
O aumento não se restringe aos ovos de Páscoa. Outros itens derivados do cacau, como chocolates em barra e bombons, também registram elevação expressiva nos últimos meses, indicando um movimento contínuo de encarecimento no setor.
Diante desse cenário, especialistas apontam uma tendência de mudança no comportamento do consumidor, com maior busca por alternativas mais econômicas, incluindo versões menores, produtos substitutos ou até mesmo a produção artesanal.
A recomendação é que os consumidores pesquisem preços e antecipem as compras para evitar impactos ainda maiores no orçamento durante o período de Páscoa.
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