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Prefeitura assina contrato com Fundação do ABC para operacionalizar Hospital de Peruíbe

Contrato assinado nesta segunda-feira com a Fundação do ABC prevê gestão gradual e atendimento 24 horas

Apesar do avanço administrativo, prefeitura ainda não definiu data exata para o início dos atendimentos - Foto: Prefeitura de Peruíbe
Apesar do avanço administrativo, prefeitura ainda não definiu data exata para o início dos atendimentos - Foto: Prefeitura de Peruíbe

Redação Publicado em 29/04/2026, às 11h12


Após mais de quatro décadas de promessas e expectativas, a cidade de Peruíbe, no litoral de São Paulo, viveu um momento histórico nesta segunda-feira (27). A Prefeitura formalizou a gestão do Hospital Municipal por meio da assinatura de contrato com a Fundação do ABC, entidade vencedora do chamamento público e que será a responsável pela administração, operacionalização e execução de todos os serviços de saúde na unidade.

Estrutura e modelo assistencial

A unidade de saúde, aguardada pela população desde o final do ano passado, previsão inicial de entrega, será totalmente voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e terá funcionamento ininterrupto de 24 horas por dia. O projeto arquitetônico e médico prevê a oferta de 72 leitos, contemplando as especialidades de clínica médica, cirúrgica, pediatria e, crucialmente, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) tanto para o público adulto quanto pediátrico.

A estrutura física impressiona pela magnitude para o porte da cidade: são 1.650 metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos. O hospital contará ainda com um centro cirúrgico moderno, modalidade de hospital-dia, setor de apoio diagnóstico e atendimento ambulatorial especializado. De acordo com o prefeito Felipe Bernardo (PSD), o equipamento representa um "sonho coletivo" que visa dar autonomia ao município, diminuindo a dependência de vagas em outras cidades da Baixada Santista para casos de alta complexidade.

Planejamento e impacto econômico

A Fundação do ABC ressaltou que a entrada em funcionamento ocorrerá de forma gradual, respeitando metas assistenciais e rigorosos indicadores de desempenho. Segundo o presidente da entidade, Aldemir Humberto Soares, o foco inicial está no planejamento técnico e na organização de processos para garantir segurança aos pacientes. A atual fase envolve a aquisição final de equipamentos e o treinamento das equipes.

Do ponto de vista financeiro, o custo para colocar o gigante de pé é elevado. Estima-se um investimento de R$ 16 milhões apenas em equipamentos, além de uma manutenção mensal fixada em cerca de R$ 4 milhões. Parte dessa verba foi articulada junto ao Governo do Estado de São Paulo e por meio de emendas parlamentares. Além do ganho na saúde, a abertura do hospital deve impulsionar a economia local com a criação de aproximadamente 120 vagas de emprego na fase de implantação, podendo chegar a 500 postos de trabalho quando a unidade atingir sua capacidade total.

Redução de deslocamentos

Um dos principais benefícios destacados pela gestão municipal é a resolutividade local. Atualmente, pacientes de Peruíbe que necessitam de internações mais complexas ou cirurgias específicas precisam ser transferidos para centros como Santos ou Praia Grande. Com o novo hospital, o objetivo é absorver essa demanda internamente, oferecendo mais conforto e agilidade no tratamento.

Embora a assinatura do contrato seja o passo administrativo mais importante até aqui, a Prefeitura ainda não detalhou o cronograma completo nem cravou a data exata em que o primeiro paciente cruzará as portas da unidade. A expectativa agora gira em torno da instalação dos equipamentos médicos e da contratação definitiva do corpo clínico.