Notícias

Prefeitura fecha ferro-velho clandestino que invadia área verde em Mongaguá

Estabelecimento na Estrada da Cachoeira acumulava lixo a céu aberto e invadia terrenos vizinhos

Fiscalização flagrou criatórios de mosquito e riscos de animais peçonhentos - Foto: Divulgação
Fiscalização flagrou criatórios de mosquito e riscos de animais peçonhentos - Foto: Divulgação

Redação Publicado em 18/05/2026, às 13h09


Um comércio de sucata que vinha tirando o sossego dos moradores em Mongaguá teve as portas fechadas pela fiscalização na última quarta-feira (13). Uma força-tarefa da prefeitura foi até o estabelecimento, que ficava na Estrada da Cachoeira, no bairro Agenor de Campos, e encerrou as atividades do local após constatar uma série de irregularidades graves, que iam desde a falta de alvará até crimes contra a natureza.

De acordo com os fiscais da administração municipal, o ferro-velho operava de maneira totalmente clandestina. Como se não bastasse a falta de documentos, o dono do negócio ainda decidiu avançar com os materiais sobre os terrenos vizinhos, invadindo e destruindo inclusive áreas verdes de preservação ambiental daquela região.

Foco de dengue e sujeira

Durante a vistoria detalhada no terreno, os agentes de saúde e do meio ambiente encontraram um cenário de abandono. Havia muito lixo acumulado, montanhas de garrafas de vidro jogadas a céu aberto e sucatas expostas à chuva. Toda essa bagunça acabou virando o criatório perfeito para ratos, escorpiões e, principalmente, para o mosquito Aedes aegypti, que transmite doenças perigosas como a dengue, zika e chikungunya.

Prejuízo no bolso e prazo curto

O responsável pelo comércio ilegal acabou sendo autuado em flagrante e recebeu uma punição pesada: uma multa diária fixada em R$ 3,5 mil até que a situação seja resolvida. Além do prejuízo financeiro imediato, ele recebeu uma notificação dando um prazo apertado de apenas cinco dias para retirar toda a sucata das ruas e terrenos vizinhos, além de fazer uma limpeza completa na área.

A prefeitura de Mongaguá avisou que o cerco fechou. Caso o proprietário decida ignorar a ordem e não limpe o espaço no tempo determinado, os caminhões do município vão entrar no local para recolher tudo de forma forçada. Se isso acontecer, além de perder os materiais, o homem terá que pagar novas penalidades e ainda arcar com todos os custos operacionais que a prefeitura tiver com os funcionários e maquinários na limpeza.